Recentemente, a influenciadora Brunna Gonçalves gerou debate nas redes. Ela revelou ter feito uma lipo HD seis meses após o parto. O relato acendeu um alerta sobre a pressão estética atual.
Para a Dra. Chreichi L. Oliveira, cirurgiã plástica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a resposta exige cautela. O corpo feminino passa por mudanças profundas no parto. Essas transformações não desaparecem de um dia para o outro.
O tempo biológico e o puerpério
O período após o parto é conhecido como puerpério. Ele envolve transformações hormonais e metabólicas intensas. Tentar acelerar resultados pode ser perigoso para a mulher.
A cirurgia não deve ser vista como solução mágica. O organismo precisa se reorganizar internamente primeiro. É necessário evitar o estresse de uma operação precoce.
Qual o tempo mínimo de espera?
Médicos recomendam aguardar de seis meses a um ano. Esse intervalo permite que o peso se estabilize. É o tempo necessário para os tecidos recuperarem a elasticidade.
Fatores como o fim da amamentação são fundamentais. A correção da diástase abdominal também deve ser avaliada. Antecipar a lipoaspiração após gravidez aumenta riscos de complicações.
Lipo HD: definição não é emagrecimento
Muitas pessoas confundem lipoaspiração com perda de peso. A especialista reforça que a lipo HD foca na escultura. Ela define os contornos que já existem.
No pós-parto, a instabilidade hormonal é comum. Isso interfere diretamente na cicatrização do corpo. Um tecido instável gera irregularidades indesejadas na pele.
A necessidade de um tecido estável
A definição da lipo HD exige proximidade com o peso ideal. Operar com sobrepeso gestacional causa frustração futura. O resultado dificilmente será o esperado.
A indicação precisa ser criteriosa e técnica. O planejamento foca na durabilidade do resultado. A segurança biológica deve vir antes da vaidade.
Quando a lipoaspiração é indicada no pós-parto?
A cirurgia é aliada da autoestima no momento certo. Ela funciona para gorduras que não saem com dieta. O foco são os depósitos localizados e resistentes.
Avaliação da diástase e flacidez
Nem tudo o que parece gordura é gordura real. Muitas vezes, trata-se de flacidez ou diástase muscular. Nesses casos, a lipo sozinha não resolve o problema.
Pode ser necessária uma abdominoplastia associada. A cirurgia ajuda quem já recuperou a rotina saudável. O sucesso depende desse planejamento individualizado.
Riscos de antecipar o procedimento
Ignorar os prazos médicos traz consequências graves. O corpo em recuperação tem a coagulação alterada. Isso aumenta consideravelmente o risco de trombose.
Consequências estéticas e físicas
A estética também sofre com a pressa. Realizar a lipoaspiração após gravidez cedo demais causa:
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Flacidez residual excessiva;
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Ondulações e depressões na pele;
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Cicatrizes inestéticas por questões hormonais.
Pressão estética e saúde mental
A Dra. Chreichi enfatiza o combate à pressão social. O foco deve ser o autocuidado real. Respeitar os limites físicos é essencial para a saúde.
O pós-parto é uma fase de reconstrução emocional. Operar por expectativa externa é um risco desnecessário. A saúde mental deve ser preservada nesse período sensível.
Autocuidado e paciência
A lipoaspiração após gravidez funciona com segurança e foco. O respeito ao tempo do corpo é uma prova de amor-próprio. A pressa é inimiga da boa recuperação.
Escolher um profissional qualificado faz a diferença. Aguardar a recuperação natural garante resultados harmônicos. Lembre-se: seu corpo tem um ritmo próprio de cura.