As pessoas gostam de se sentir confortáveis. Essa é uma verdade universal. E, se há algo confortável e conveniente neste mundo, pelo menos para os nossos cérebros, é se apegar a um bom lugar-comum. Isso não apenas nos poupa de "dar voltas na cabeça", como também cria uma espécie de acolchoado intelectual no qual podemos nos acomodar.
"Os lugares-comuns nos retratam porque são sintomas das crenças compartilhadas", explica o filósofo Aurelio Arteta (Sangüesa, 1945), professor catedrático da Universidade do País Basco (UPV), que anos atrás analisou, em um de seus ensaios, um dos lugares-comuns mais arraigados e aparentemente inquestionáveis da nossa sociedade: será que todas as opiniões são realmente igualmente respeitáveis?
Isso nos leva a outras perguntas, igualmente importantes: o que significa "respeitar uma opinião"? Somos intolerantes quando a questionamos? E o que merece respeito: a ideia em si ou a pessoa por trás dela?
"Confrontá-las, não colocá-las lado a lado"
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