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Febre dos álbuns da Copa: escolas mobilizam alunos para reciclar lixo invisível das figurinhas

Conhecido como "liner", o papel descartado após colar as figurinhas exige reciclagem especial e virou ferramenta de educação ambiental para crianças

4 jul 2026 - 20h22

A febre dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo tomou conta das salas de aula e dos pátios escolares. Contudo, além da tradicional troca de repetidas, o hábito ganhou um desdobramento ecológico importante. A mobilização para reciclar os chamados liners — aquele papelzinho que sobra e costuma virar lixo logo — ganhou sua devida atenção.

Escolas se unem à Reconectta para recolher e reciclar os "liners" dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Entenda a importância do descarte
Escolas se unem à Reconectta para recolher e reciclar os "liners" dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Entenda a importância do descarte
Foto: Divulgação / Bons Fluidos

À frente dessa mobilização está a Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta, empresa especialista em educação socioambiental. Segundo ela, a iniciativa transforma um resíduo pouco conhecido em uma verdadeira ferramenta de conscientização, envolvendo estudantes, educadores e famílias em uma grande rede de descarte responsável.

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"O álbum de figurinhas já virou febre. Então, provavelmente as casas estão cheias desse papelzinho. Eles se chamam liners, e o mais curioso é que são recicláveis, mas, por serem uma mistura de materiais, precisam de uma destinação e reciclagem específica", explica. "Por isso, as escolas estão participando de uma campanha de coleta. A ideia é simples: em vez de jogar fora, as crianças guardam os liners e levam para a escola", comenta.

Figurinhas da Copa do Mundo são perigo para natureza

Embora à primeira vista o liner se assemelhe a um papel comum, sua composição é complexa. Ele reúne diferentes componentes, incluindo plástico e uma fina camada de silicone que não se dissolve na água. Por essa razão, quando descartado de forma inadequada no lixo comum, o impacto ambiental é expressivo.

Esse tipo de resíduo também está presente em rótulos de produtos e etiquetas adesivas do dia a dia, exigindo uma coleta separada e um encaminhamento industrial específico — um processo que, infelizmente, ainda é pouco difundido no Brasil.

Como funciona a dinâmica nas escolas

Na prática, a proposta segue um fluxo simples e educativo:

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  • Coleta em casa: Após colarem suas figurinhas, os alunos armazenam os papeizinhos em vez de jogá-los no lixo doméstico;

  • Entrega na escola: As crianças levam os resíduos e os depositam em caixas coletoras personalizadas nas instituições de ensino;

  • Destinação correta: Ao final da campanha, todo o material acumulado é enviado para a POLPEL, uma empresa especializada localizada em Guarulhos (SP), responsável pelo reprocessamento industrial correto.

Nesse processo, a Reconectta atua dando todo o suporte pedagógico e logístico, oferecendo materiais explicativos, como cartazes detalhados, e orientando os professores sobre como abordar o tema em sala de aula. Da mesma forma, as instituições que desejarem aderir ao projeto e transformar o consumo em experiência formativa podem realizar a inscrição diretamente pelo link oficial da campanha. Em suma, a iniciativa mostra que grandes mudanças começam com pequenos gestos cotidianos, unindo a diversão do futebol ao cuidado com o futuro do planeta.

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