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É saudável um bebê comer polvo e língua de boi na introdução alimentar? Pediatra explica

Especialista aponta que alguns alimentos devem ser evitados durante o período de adaptação do bebê

20 fev 2026 - 04h58
Gabriela afirma que conta com apoio de médico para fazer introdução alimentar
Gabriela afirma que conta com apoio de médico para fazer introdução alimentar
Foto: Reprodução/@gabimuxagata/Instagram

Uma empresária viralizou nas redes sociais recentemente ao mostrar a rotina de introdução alimentar de seu bebê, de seis meses. Entre os alimentos mostrados por Gabriela Muxagata Minguini, 38 anos, estão opções como: o polvo, a língua de boi e até carne de rã. 

Os alimentos, muitas vezes já inseridos na rotina de muitas famílias, podem causar uma certa surpresa e gerar dúvida quando o assunto é introdução alimentar: afinal, bebês podem comer isso nessa fase? A médica pediatra do Hospital Saint Patrick, Maria de Fátima Alves Soares Mota, explica que até podem, mas não é o ideal e nem o necessário nesse período de desenvolvimento.

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Ao Terra, a médica afirma que a orientação é baseada em evidências científicas e está alinhada às diretrizes de introdução alimentar, da Sociedade Brasileira de Pediatria. 

“Aos 6 meses, o bebê já pode iniciar a introdução alimentar (IA), porém o sistema digestivo ainda está imaturo, o risco de engasgo, contaminação e alergias é maior e não há benefício nutricional adicional em relação a carnes comuns. Ou seja: não é proibido, mas não é recomendado como escolha inicial”, aponta. 

Ela explica que o engasgo pode ocorrer devido à textura fibrosa ou elástica, como no caso de polvo e da língua. Em relação ao risco de contaminação por parasitas e bactérias, a médica explica que ele está associado ao consumo de alimentos malcozidos. Também podem ocorrer sobrecarga digestiva, reações alérgicas, excesso de sódio, quando o preparo é inadequado, e dificuldade de mastigação, mesmo em crianças que ainda utilizam apenas a gengiva.

“É preciso ressaltar que o bebê não precisa de alimentos exóticos para ter nutrição adequada”, destaca Maria de Fátima. 

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Existe jeito certo de fazer a IA?

A especialista diz que sim: a introdução alimentar deve ser feita de forma gradual e gradualmente e conforme o recomendado, a partir dos 6 meses completos do bebê, sempre mantendo o aleitamento materno.

“Devemos apresentar ao bebê o alimento com a textura amassada, desfiada ou em pedaços grandes e macios. Ainda oriento as mães a introduzir um alimento novo por vez e acompanhar os sinais de fome e saciedade da criança”, afirma. 

Dentro do que é permitido estão:

  • Frutas - amassadas ou em pedaços grandes;
  • Legumes e verduras;
  • Tubérculos - batata, mandioquinha, inhame;
  • Cereais e grãos - feijão e lentilha;
  • Carnes bem cozidas e desfiadas;
  • Ovos bem cozidos;
  • E água após as refeições.

“Ainda, outra dica importante é que a mãe não deve liquidificar os alimentos: o bebê precisar aprender a lidar com diferentes texturas. Para temperar, use temperos naturais como alho, cebola e ervas”, frisa. 

Entre os alimentos mais comuns estão banana, mamão, pera, maçã, abacate, abóbora, cenoura, chuchu, abobrinha, arroz, macarrão simples, batata, mandioquinha, inhame, frango desfiado, carne moída, feijão amassado, lentilha e ovo bem cozido.

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O que é proibido:

Até um ano de idade, bebês não podem consumir:

  • Sal;
  • Açúcar;
  • Mel;
  • Frituras;
  • Ultraprocessados;
  • Refrigerantes e sucos industrializados;
  • Embutidos, como salsicha e presunto;
  • Café e chás estimulantes. 

“A introdução alimentar não é sobre modismo ou choque cultural, e sim sobre segurança, desenvolvimento, educação alimentar e uma relação saudável com a comida”, finaliza.

Fonte: Portal Terra
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