A lenda da música country Dolly Parton morreu aos 80 anos, após meses de afastamento dos palcos por problemas de saúde. O falecimento foi anunciado por seu sobrinho e ex-chefe de segurança, Brian Seaver, em vídeo nas redes sociais, cumprindo um desejo planejado pela própria artista anos atrás. A causa da morte não foi revelada. Ícone global, Dolly deixa um legado transformador na indústria musical e planejava projetos tecnológicos para manter sua obra acessível às futuras gerações.
Dolly Parton, um dos maiores nomes da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A notícia foi comunicada ao público por seu sobrinho, Brian Seaver, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. A escolha do formato, no entanto, não aconteceu por acaso: anos antes, a própria cantora havia determinado como gostaria que sua morte fosse anunciada.
Segundo Seaver, Dolly pediu pessoalmente que ele gravasse um vídeo para comunicar sua partida quando o momento chegasse. Na época em que recebeu a orientação, o sobrinho ainda tinha dificuldade de imaginar que um dia precisaria cumprir aquela tarefa.
"Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes que eu pudesse absorver completamente isso como uma realidade futura", contou. A causa da morte da artista não foi divulgada.
Sobrinho cumpriu último pedido de Dolly Parton
Brian Seaver é filho de Cassie Parton, uma das irmãs da cantora, e manteve uma relação próxima com a tia durante décadas. Ele trabalhou como chefe de segurança de Dolly por mais de 20 anos, seguindo os passos do pai, Larry, que anteriormente havia desempenhado a mesma função.
No pronunciamento, Seaver falou sobre a despedida de maneira afetuosa. Para ele, a dor da perda permanece com aqueles que ficaram, enquanto Dolly teria partido em paz e amparada por sua fé.
O sobrinho também mencionou pessoas importantes que morreram antes da artista, entre elas seu marido, Carl Dean, além dos pais e de outros familiares. "Dolly viveu na luz", declarou.
Seaver ainda recordou que começou a acompanhar a rotina profissional da tia quando era criança, no começo da década de 1980. Ao longo dos anos, pôde observar de perto não apenas sua carreira, mas também a influência que Dolly exerceu sobre pessoas próximas e outros artistas. "Ela nunca viu uma porta que não pudesse abrir. E a porta que ela abriu fez e mudou a história", afirmou.
Dolly Parton vinha enfrentando problemas de saúde
Nos meses que antecederam sua morte, a cantora havia diminuído o número de compromissos e aparições públicas por questões de saúde. Ela também cancelou uma temporada de apresentações prevista para acontecer em Las Vegas.
Poucos dias antes de morrer, Dolly chegou a comentar publicamente que ainda estava em processo de recuperação. Em entrevista recente à revista People, explicou que havia deixado alguns cuidados pessoais em segundo plano enquanto se dedicava ao marido, Carl Dean. "Estou a lidar com alguns problemas de saúde a que simplesmente não prestei atenção enquanto estava a cuidar do Carl", contou na ocasião.
Dean morreu em março de 2025, depois de quase seis décadas de casamento com a cantora. Após a perda do companheiro, Dolly passou a olhar com mais atenção para a própria saúde. Apesar das dificuldades, ela afirmava que continuava trabalhando e desenvolvendo projetos.
Artista chegou a pensar em continuar nos palcos por meio da tecnologia
Mesmo diante das limitações de saúde, Dolly Parton continuava pensando no futuro de sua obra. Um dos projetos avaliados pela artista envolvia a possibilidade de criar um avatar digital capaz de representá-la em apresentações.
A ideia ainda estava em estágio inicial, mas poderia permitir que sua imagem permanecesse nos palcos virtualmente. O projeto reforçava a preocupação da cantora em encontrar novas maneiras de manter sua produção artística acessível às próximas gerações.
Ao falar sobre o legado da tia, Seaver destacou justamente essa capacidade de abrir caminhos. Ao longo de décadas de carreira, Dolly se tornou referência não apenas para familiares que tiveram oportunidades a partir de sua trajetória, mas também para gerações de cantores, compositores, músicos e outros profissionais da indústria.
E até mesmo a maneira como o público recebeu a notícia de sua morte carregou uma decisão tomada por ela própria: Dolly Parton havia escolhido, anos antes, quem daria a notícia e como sua despedida seria comunicada.