Intoxicação alimentar em viagens cresce 48,6%, diz pesquisa

Veja os riscos, os impactos no roteiro e como se prevenir

15 jan 2026 - 13h22

Viajar para experimentar novos sabores virou prioridade para muitos brasileiros. No entanto, a experiência gastronômica pode trazer riscos à saúde. Um levantamento exclusivo da Coris aponta que as intoxicações alimentares em viagens cresceram 48,6% entre 2024 e 2025.

Intoxicações alimentares em viagens cresceram quase 50% em 2025
Intoxicações alimentares em viagens cresceram quase 50% em 2025
Foto: Freepick / Saúde em Dia

O aumento inclui registros de intoxicação alimentar, dores abdominais, diarreia e episódios de vômito. Os casos foram observados tanto em viagens nacionais quanto internacionais e têm relação direta com o consumo de alimentos que "não fizeram bem".

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Turismo gastronômico em alta

Segundo a Coris, o crescimento acompanha um movimento claro: a gastronomia local se tornou um dos principais motivos para a escolha do destino.

"O turismo gastronômico cresceu muito, e isso é ótimo. Mas o viajante precisa estar atento, porque uma refeição mal escolhida pode interromper totalmente o roteiro", afirma Claudia Brito.

Destinos como México, Tailândia, Peru, Portugal e regiões do norte do Brasil atraem turistas pela força dos temperos, ingredientes frescos e tradições culinárias. Ao mesmo tempo, esses elementos podem representar um desafio para o organismo de quem não está habituado.

Por que o risco aumenta durante as viagens

Mudanças bruscas na alimentação são comuns durante viagens. O corpo, porém, nem sempre reage bem.

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"O organismo pode não tolerar temperos fortes ou ingredientes muito diferentes da rotina. Isso não impede a experiência gastronômica, mas exige cuidados", explica Claudia.

Além dos temperos, outros fatores contribuem para o aumento das intoxicações:

  • Consumo de alimentos crus ou mal conservados

  • Água contaminada

  • Falta de higiene no preparo

  • Excesso de gordura e especiarias

Impacto na saúde, no bolso e no roteiro

Os problemas gastrointestinais estão entre os principais motivos de atendimento médico durante viagens, segundo a Coris.

Entre os impactos mais comuns estão:

  • Interrupção de até 48 horas da viagem, em média

  • Gastos extras com medicamentos, hidratação e consultas

  • Cancelamento de passeios e reservas

Em viagens internacionais, os custos podem ser elevados. Uma consulta emergencial pode chegar a US$ 2 mil. Em países da Europa, o valor médio varia entre €150 e €400.

Cuidados simples ajudam a evitar intoxicações

Apesar do aumento dos casos, algumas medidas reduzem significativamente os riscos durante a viagem.

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A Coris recomenda:

  • Atenção redobrada a barracas de rua e alimentos crus, especialmente frutos do mar

  • Reforçar a hidratação, já que quadros gastrointestinais aceleram a perda de líquidos

  • Moderação no consumo de pimentas fortes, molhos fermentados e especiarias intensas

  • Evitar pratos muito diferentes da rotina nos primeiros dias

  • Optar por refeições leves antes de deslocamentos longos

Atenção à cobertura do seguro viagem

Outro ponto importante é verificar as condições do seguro contratado.

"Muitos seguros tratam intoxicação alimentar como exclusão contratual. Em planos que cobrem esse tipo de ocorrência, consultas, medicação e atendimento imediato costumam estar garantidos", alerta Claudia Brito.

A recomendação é ler atentamente as cláusulas antes da viagem, especialmente em destinos conhecidos pela culinária intensa.

Viajar com prazer e responsabilidade

Explorar a culinária local faz parte da experiência cultural de uma viagem. No entanto, os dados mostram que a atenção à saúde deve caminhar junto com o apetite por novos sabores.

Com escolhas conscientes, hidratação adequada e planejamento, é possível aproveitar o melhor da gastronomia sem transformar a viagem em um problema de saúde.

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