Ficar muito tempo sem comer pode causar convulsão?

Caso ocorrido durante prova do BBB reacende alerta sobre os riscos de longos períodos sem alimentação

16 jan 2026 - 11h25
(atualizado às 15h37)

O ator Henri Castelli chamou a atenção do público após convulsionar durante a Prova do Líder do Big Brother Brasil 26. A cena gerou preocupação imediata entre telespectadores e levantou uma dúvida importante.

Ficar muito tempo sem comer pode causar convulsão?

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Em provas de resistência, os participantes passam horas em pé. Há estresse físico, emocional e, muitas vezes, restrição alimentar. Esse conjunto pode favorecer quedas bruscas de glicose no sangue.

Segundo especialistas, em determinadas condições, o jejum prolongado pode sim desencadear crises convulsivas.

O que acontece no corpo quando ficamos muito tempo sem comer

Ao passar muitas horas sem se alimentar, os níveis de glicose no sangue caem.

A glicose é a principal fonte de energia do cérebro.

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Quando essa energia falta, o organismo entra em estado de alerta.

Os sintomas iniciais costumam ser:

  • Fraqueza

  • Tontura

  • Suor frio

  • Confusão mental

  • Tremores

Em situações mais graves, pode ocorrer convulsão.

Hipoglicemia é o principal risco

A convulsão associada ao jejum prolongado está, na maioria dos casos, ligada à hipoglicemia.

Essa condição acontece quando o açúcar no sangue cai além do normal.

Ela pode surgir quando:

  • A pessoa fica muitas horas sem comer

  • Há consumo de álcool em jejum

  • Existe uso de certos medicamentos

  • O organismo tem dificuldade em regular a glicose

O cérebro é um dos primeiros órgãos a sofrer com essa falta de energia.

Toda pessoa pode convulsionar por jejum?

Não necessariamente.

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Pessoas saudáveis costumam tolerar períodos moderados sem comer.

No entanto, alguns grupos têm risco maior:

  • Pessoas com diabetes

  • Quem faz dietas muito restritivas

  • Quem pratica exercícios intensos em jejum prolongado

  • Pessoas com histórico de hipoglicemia

  • Quem consome álcool sem se alimentar

Nesses casos, a queda de glicose pode ser mais rápida e perigosa.

Convulsão não significa epilepsia

É importante esclarecer um ponto comum.

Nem toda convulsão está relacionada à epilepsia.

Alterações metabólicas também podem provocar crises, como:

  • Hipoglicemia

  • Desidratação severa

  • Distúrbios eletrolíticos

Por isso, qualquer episódio convulsivo deve ser investigado por um médico.

Sinais de alerta antes da convulsão

O corpo costuma dar avisos antes de um quadro mais grave.

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Fique atento a:

  • Tontura intensa

  • Visão embaçada

  • Palpitações

  • Confusão ou dificuldade para falar

  • Sudorese excessiva

Ao perceber esses sinais, alimentar-se rapidamente pode evitar a piora.

O que fazer para reduzir esse risco

Algumas atitudes simples ajudam na prevenção:

  • Evitar longos períodos sem comer

  • Fazer refeições equilibradas ao longo do dia

  • Não associar jejum prolongado ao consumo de álcool

  • Ter cautela com dietas restritivas

  • Buscar orientação profissional antes de mudanças alimentares

Jejum e dietas precisam de acompanhamento.

Quando procurar ajuda médica

Busque atendimento imediato se houver:

  • Convulsão, mesmo que isolada

  • Desmaio

  • Confusão mental persistente

  • Episódios frequentes de hipoglicemia

A investigação precoce reduz o risco de novos episódios.

Informação também é prevenção

O episódio envolvendo Henri Castelli trouxe visibilidade a um risco muitas vezes subestimado.

Ficar muito tempo sem comer não é inofensivo para todo mundo.

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Manter uma alimentação regular é uma medida simples.

E essencial para proteger o cérebro e a saúde como um todo.

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