A Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD), condição que afeta cerca de 30% da população brasileira, é considerada de alto risco por provocar o acúmulo de gordura no fígado e, quando agravada, desencadear outras complicações, como cirrose e até câncer. Por isso, profissionais da saúde recomendam mudanças no estilo de vida para evitar a progressão da doença. Uma dessas estratégias é a adoção da dieta mediterrânea.
Regime para proteger o fígado
A alimentação baseada nas tradições culinárias de países banhados pelo Mar Mediterrâneo, como Itália, Grécia e Portugal, está entre as mais saudáveis do mundo. Ela conquistou esse reconhecimento por priorizar ingredientes nutritivos, com baixo teor de açúcares e, principalmente, ricos em gorduras saudáveis. É justamente essa característica, aliada ao alto potencial antioxidante, responsável por combater a inflamação no fígado, que torna a dieta uma opção de tratamento para a MASLD.
A recomendação dos especialistas, portanto, é incluir os principais alimentos do regime no cardápio, com atenção ao modo de preparo e às quantidades. O azeite, por exemplo, pode ser consumido diariamente, de preferência em saladas, para preservar suas propriedades. Já a ingestão de peixes deve ocorrer semanalmente, no máximo duas vezes. É importante combiná-los com os destaques da dieta mediterrânea: grãos e vegetais.
Além disso, vale reservar espaço no prato para as leguminosas, como grão-de-bico e feijões, que ajudam a atingir a recomendação diária de proteínas. Essa escolha é necessária, pois os impactos no fígado exigem a redução do consumo de carne vermelha. Ainda com o objetivo de preservar o órgão, a sugestão é incluir nozes na alimentação, reconhecidas como fontes de gorduras saudáveis.
Na sobremesa e no lanche da tarde, seguindo o padrão do regime europeu, as frutas se sobressaem por fornecerem vitaminas, minerais e fibras. Esses nutrientes estimulam enzimas de desintoxicação e auxiliam o funcionamento hepático. A indicação é consumir até cinco porções de frutas por dia. Também é importante excluir o álcool e as bebidas açucaradas do cardápio. Dessa forma, é possível combater a Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica e prevenir outras doenças graves.