Oferecimento

Arritmias cardíacas em mulheres: sintomas e sinais de alerta

Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, no dia 14 de maio, chama atenção para doença

14 mai 2026 - 10h27

Especialista também alerta para a importância do diagnóstico precoce

No dia 14 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher. A data chama a atenção para a principal causa de morte entre mulheres no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 8,5 milhões de mulheres morrem todos os anos por doenças cardiovasculares, o que representa aproximadamente uma em cada três mortes femininas. 

Foto: Revista Malu

As arritmias cardíacas, alterações no ritmo do coração, que podem fazer com que ele bata de forma irregular, estão entre as condições cardiovasculares que oferecem risco à saúde das mulheres. Nesse grupo, as arritmias podem se manifestar em diferentes fases da vida, influenciadas por fatores hormonais. Thais Aguiar do Nascimento, cardiologista, especialista em eletrofisiologia e coordenadora de cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) explica os sintomas, os riscos e os sinais de alerta da doença. 

Publicidade

Fatores de risco das arritmias cardíacas em mulheres são diferentes

"Biologicamente, as mulheres são diferentes dos homens e estão expostas a oscilações hormonais ao longo da vida. Essas variações, que ocorrem durante o ciclo menstrual, a gestação e o climatério, influenciam diretamente o sistema elétrico do coração. Após a menopausa, há uma queda do estrogênio, hormônio que exerce efeito protetor ao contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos. A redução desse hormônio pode aumentar a suscetibilidade às arritmias" alerta a Dra. Thais Aguiar. 

A especialista explica que as alterações hormonais também impactam a ativação do sistema nervoso simpático (SNS), responsável por preparar o corpo para situações de emergência, aumentando a adrenalina. Esse processo pode favorecer o surgimento de extrassístoles e tornar mais frequentes episódios de arritmias, como fibrilação atrial e taquicardias. Fatores como obesidade, estresse e sedentarismo também intensificam as chances de desenvolver a condição.

Uma doença subdiagnosticada 

Os profissionais de saúde identificam e registram uma doença subdiagnosticada com menos frequência do que ela realmente ocorre na população. Entre os fatores que contribuem para o aumento do risco de doenças cardiovasculares nas mulheres está a menor procura por atendimento médico.

"As mulheres recebem menos diagnósticos por diversos fatores. Socialmente, muitos condicionam as mulheres a não valorizar ou relatar sintomas. Além disso, os sintomas femininos costumam ser mais atípicos, o que faz com que médicos atribuam diversas vezes esses sinais a outras causas, como estresse ou ansiedade. Os estudos mostram que as mulheres procuram menos atendimento médico, os pesquisadores incluem menos mulheres em pesquisas e, consequentemente, os profissionais diagnosticam e tratam menos as pacientes", explica a especialista.

Publicidade

Sintomas comopalpitações, sensação de coração acelerado ou irregular, falta de ar, tonturas, desmaios e cansaço excessivo são sinais de alerta que merecem atenção.

Realizar os exames de rotina é a melhor forma de prevenção

Realizar exames de rotina é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças cardiovasculares. No caso das arritmias, a investigação pode incluir exames como o eletrocardiograma, que avalia a atividade elétrica do coração. O Holter de 24 horas, que permite o monitoramento contínuo do ritmo cardíaco. E o monitor de eventos, utilizado por períodos mais prolongados.

Também podem ser indicados o ecocardiograma, que analisa a estrutura do coração, e o teste ergométrico, que avalia a resposta cardíaca ao esforço físico. Em casos mais específicos, exames como o estudo eletrofisiológico podem ser necessários para identificar com precisão a origem das alterações no ritmo cardíaco. 

Diante de qualquer sintoma ou dúvida, é essencial procurar um médico, que poderá orientar a investigação adequada, interpretar os resultados corretamente e indicar o tratamento mais seguro para cada caso.

Publicidade
Revista Malu
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações