Quem nunca sonhou com o momento de se aposentar e esquecer para sempre o despertador, a pressão ou ter que aguentar ambientes de trabalho tensos? Porém, deixar para trás as obrigações profissionais nem sempre se traduz automaticamente em uma maior sensação de bem-estar. Muitas pessoas sentem dificuldade em deixar a vida ativa que levavam em sua etapa profissional e se adaptar a um ritmo de vida muito mais pausado.
E, de fato, a gestão do tempo livre é um desafio para muita gente. Neste sentido, os especialistas em envelhecimento e psicologia lembram que dispor de mais tempo livre é apenas uma parte da equação: o mais importante é como esse tempo é utilizado e qual significado têm as atividades que fazem parte do dia a dia.
Inclusive, cada vez mais pesquisas apontam que os aposentados mais satisfeitos não são necessariamente aqueles que mantêm a agenda repleta de tarefas, mas sim os que encontram ocupações que consideram valiosas e gratificantes. Cultivar hobbies, manter relações sociais, aprender coisas novas ou participar de atividades com propósito ajuda a preservar a sensação de utilidade e favorece uma melhor qualidade de vida. A diferença, segundo os especialistas, está em dedicar o tempo ao que traz sentido pessoal, em vez de simplesmente preenchê-lo para evitar o tédio.
Preencher o tempo x Gastar o tempo
O Harvard Study of Adult Development, um dos estudos longitudinais sobre bem-estar mais extensos que existem (começou em 1938 e continua até hoje), chegou a uma conclusão ...
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