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Em 2018, a Costa Rica usou polpa de café para cobrir uma área degradada. Dois anos depois, a paisagem mudou completamente

Cientistas descobrem até que ponto uma paisagem pode mudar quando se elimina o obstáculo que a impedia de se recuperar

18 ago 2026 - 16h11
Polpa de café
Polpa de café
Foto: Rebecca Cole / Xataka

O ano era 2018. Dois pesquisadores decidiram fazer algo pouco intuitivo em um antigo pasto para criação de gado no sul da Costa Rica: cobri-lo com cerca de 30 caminhões carregados de polpa de café. Não plantaram milhares de árvores nem revolveram o terreno com máquinas. Simplesmente espalharam sobre uma área degradada uma camada de aproximadamente meio metro daquele resíduo úmido e malcheiroso da indústria cafeeira, enquanto deixavam outra área contígua exatamente como estava.

Dois anos depois, a diferença era difícil de acreditar.

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O problema estava na grama. Ao que parece, o terreno havia sido explorado durante anos para cultivar café e alimentar o gado antes de ser abandonado à própria sorte, mas deixar de utilizá-lo não significou que a floresta tropical retornaria. O local havia ficado dominado por gramíneas invasoras, especialmente uma espécie africana utilizada como pastagem capaz de atingir cerca de cinco metros de altura.

Assim, sem animais para mantê-la sob controle, essa espécie formava uma barreira extraordinariamente eficaz contra a regeneração, competindo por luz e nutrientes e impedindo que as sementes de árvores nativas conseguissem se estabelecer. Em outras palavras, a floresta degradada poderia precisar de décadas para recuperar o espaço por conta própria.

A polpa tinha uma surpresa

O ponto central do experimento não consistia simplesmente em jogar adubo. Os ecólogos Rebecca Cole e Rakan Zahawi, pesquisadores ligados à Universidade do Havaí em Mānoa, ...

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