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Qualidade do ar está ruim: como é feita a medição?

Baixa umidade, menor índice de chuvas e atmosfera mais seca costumam ser características do inverno

19 ago 2026 - 04h58
Foto: Notícias de Mogi

Você foi o próprio autor da reclamação ou escutou alguém se queixando da qualidade do ar nos últimos tempos, principalmente se você mora na cidade de São Paulo. O inverno paulista, período marcado por baixa umidade, menor índice de chuvas e ar seco, favorece a concentração de poluentes na atmosfera, especialmente do Material Particulado 2,5 (MP2,5), altamente nocivo à saúde.

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Com isso, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), ampliou a rede de monitoramento do ar para 85 estações em todo o Estado. A expansão inclui uma nova unidade automática em Sapopemba, Zona Leste da capital, região que abrange áreas populosas. A rede passa a contar com 63 estações automáticas e 22 manuais.

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Como a qualidade do ar é medida?

As estações da Cetesb monitoram a concentração dos principais poluentes na atmosfera. Entre eles estão o material particulado, o ozônio, o dióxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono. Os equipamentos permitem acompanhar as concentrações dos poluentes e, no caso das estações automáticas, os dados são atualizados praticamente em tempo real.

Antes da instalação de uma estação, a Cetesb avalia características da região, como o número de habitantes e as fontes de emissão existentes no local. De acordo com a gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, Maria Lúcia Guardani, o objetivo é analisar quais informações são necessárias para acompanhar a situação daquela área.

“Quando vamos a um município, primeiro analisamos o número de habitantes, quais são as fontes que existem no local, o que se espera daquelas fontes. Quando se instala uma estação, vamos ter a resposta que antes não tínhamos”, comenta.

“O monitoramento faz com que aquilo que está no ar e é invisível, se torne visível. Por meio das informações obtidas, é possível traçar programas de gestão, para que o Estado tome medidas para minimizar a concentração de poluentes na atmosfera”, explica. 

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A gerente cita como exemplo as políticas de controle de emissões adotadas em São Paulo ao longo das últimas décadas. Segundo ela, a concentração de material particulado na Região Metropolitana caiu em relação aos níveis registrados na década de 1980, em meio a mudanças nas tecnologias dos veículos e no controle das emissões.

O que é material particulado?

Materiais particulados são partículas finas presentes na atmosfera, que podem ter diferentes tamanhos. Entre as categorias monitoradas estão partículas inaláveis maiores e o Material Particulado 2,5 (MP2,5), formado por partículas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros. 

Por serem muito finas, as partículas do MP2,5 conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e atingir regiões como os alvéolos pulmonares. 

Maria Lúcia aponta que o tamanho dessas partículas dificulta sua eliminação pelo organismo. 

“O Material Particulado 2,5 é uma partícula muito fina. Ela tem quase uma característica de gás, embora seja sólida. A gente acaba respirando. Quando atingem o pulmão, podem trazer irritações”, explica.

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Como a qualidade do ar é classificada?

A qualidade do ar é classificada em cinco categorias: boa, moderada, ruim e muito ruim. Quando os índices indicam piora da qualidade - ou seja, quando aumenta a concentração de poluentes no ar - a recomendação é reduzir atividades físicas intensas ao ar livre, manter boa hidratação e redobrar os cuidados com os grupos mais vulneráveis.

“Quando a qualidade do ar é considerada boa, ninguém vai apresentar sintomas. Quando moderada, idosos e pessoas com comorbidades, como asma ou bronquite, podem sentir algo, mas é difícil. Já quando a qualidade é ruim ou muito ruim, é mais provável de apresentarem sintomas”, explica Guardani. 

Como está a qualidade do ar em São Paulo?

Apesar das condições de estiagem características do inverno, a Cetesb considera satisfatória a qualidade do ar no Estado até o momento. De acordo com Guardani, as condições meteorológicas têm contribuído para a dispersão dos poluentes. “A qualidade tem ficado predominantemente boa, porque tem chovido e ventado bastante”, afirma.

Nova estação em Sapopemba

A nova estação automática de Sapopemba amplia a cobertura do monitoramento na Zona Leste da capital. De acordo com Guardani, a região se destaca pela população numerosa e pela necessidade de acompanhar mais de perto as condições atmosféricas.

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“Sapopemba é um bairro muito populoso. Não só Sapopemba, como São Mateus. São mais de 800 mil pessoas”, afirma.

A gerente explica que a região já contava com pontos de monitoramento em áreas como Itaquera e Itaim Paulista, mas a instalação em Sapopemba permite ampliar o acompanhamento em uma área que não tinha uma cobertura tão próxima.

Onde consultar a qualidade do ar?

A Cetesb divulga diariamente em seu portal o Boletim Diário da Qualidade do Ar, com a classificação das condições da atmosfera nas regiões monitoradas. Os dados de qualidade do ar também estão disponíveis no aplicativo oficial da companhia, disponível para iOS e Android.

Fonte: Portal Terra
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