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Gaya Herrington, a cientista que revisitou uma previsão de 50 anos atrás sobre os limites do planeta

Gaya Herrington estará presente no Futuro Vivo, evento que busca discutir alternativas de um desenvolvimento sustentável

6 ago 2026 - 04h58
Gaya Herrington será uma das atrações do Futuro Vivo
Gaya Herrington será uma das atrações do Futuro Vivo
Foto: Reprodução/Youtube

A economista e pesquisadora holandesa Gaya Herrington, conhecida internacionalmente por revisitar uma das previsões mais influentes da história sobre os limites do crescimento econômico, será uma das convidadas do Futuro Vivo. Ela ganhou projeção mundial em 2021 ao publicar o estudo Update to the Limits to Growth, no qual atualizou as projeções do relatório The Limits to Growth (em português, Os Limites do Crescimento), publicado em 1972 pelo Clube de Roma.

A pesquisa original utilizava modelos matemáticos para avaliar o impacto do crescimento populacional, da industrialização e do consumo de recursos naturais sobre o planeta, concluindo que a manutenção do modelo econômico atual poderia levar a um declínio da sociedade global ao longo deste século.

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Ao comparar os dados atuais com os cenários elaborados há mais de cinco décadas, Herrington concluiu que a trajetória da humanidade continua próxima das projeções consideradas mais alarmantes pelo estudo original. Apesar disso, a pesquisadora destaca que o resultado não representa uma previsão inevitável de colapso, mas um alerta sobre a necessidade de transformar o modelo econômico global.

O principal pilar do seu trabalho é a defesa da economia do bem-estar, abordagem que propõe substituir o crescimento econômico como objetivo central das políticas públicas por indicadores relacionados à qualidade de vida da população e à preservação dos ecossistemas. Para ela, a economia deve ser vista como uma construção social inserida na sociedade, que, por sua vez, depende da natureza.

Encontro discutirá alternativas para o crescimento com o humano e o meio ambiente no centro
Foto: Divulgação/Gaya Herrington

Nesse modelo, necessidades básicas como alimentação, moradia, transporte, saúde e energia seriam atendidas de forma planejada, com menor desigualdade de renda, expansão de setores voltados ao cuidado e à regeneração ambiental e redução gradual das atividades mais poluentes, como a exploração de combustíveis fósseis. Segundo Herrington, essa transformação seria desejável mesmo sem a atual crise climática, por favorecer sociedades mais conectadas, resilientes e com maior qualidade de vida.

Herrington atua como uma das principais defensoras do biorregionalismo, movimento que incentiva comunidades a organizarem suas atividades econômicas de acordo com os limites e características dos ecossistemas locais. Atualmente, ela é codiretora de Finanças Biorregionais da Cascadia, região ecológica localizada na costa oeste da América do Norte, onde trabalha na criação de mecanismos financeiros voltados ao financiamento de projetos regenerativos.

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A pesquisadora holandesa começou os estudos em Matemática na Universidade de Amsterdã. Posteriormente, aprofundou-se em macroeconomia na London School of Economics and Political Science e concluiu um mestrado em Sustentabilidade na Universidade Harvard. A partir de setembro, passará a integrar oficialmente o corpo docente da instituição como professora adjunta.

Além da atuação acadêmica, integra o conselho de organizações como R3.0 e Post Carbon Institute, é membro do Clube de Roma e participa de iniciativas internacionais voltadas à construção de uma economia orientada pelo bem-estar.

Fonte: Portal Terra
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