O Ministério Público de Veneza, na Itália, pediu o arquivamento da investigação por caça ilegal contra Donald Trump Jr, primogênito do presidente dos Estados Unidos e denunciado pelo ex-conselheiro regional do partido Europa Verde Andrea Zanoni.
A medida foi anunciada pelo próprio Zanoni, atual coordenador nacional do Observatório de Proteção Animal do Europa Verde, que pretende contestar a decisão do MP.
Ele lembrou que a denúncia contra Trump Jr foi apresentada em fevereiro de 2025 e se referia a eventos ocorridos em 15 de dezembro de 2024 na Lagoa de Veneza ? especificamente na área de Valle Pirimpiè, no município de Campagna Lupia -, quando o filho do atual presidente americano teria matado aves de espécies protegidas, como um exemplar de pato-ferrugíneo (Tadorna ferruginea).
Na época, Zanoni exibiu o animal morto em um vídeo, antes de entregar o cadáver aos Carabineiros Florestais.
"Estou indignado com essa decisão, pois considero as ações em questão muito graves", afirmou o denunciante após saber do pedido de arquivamento do caso pelo MP.
Segundo Zanoni, o incidente ocorreu durante uma caçada organizada por uma empresa especializada "que fornecia armas, iscas, munição e hospedagem, culminando no abate de animais protegidos".
Na época do suposto crime, uma operação de busca realizada pelos Carabineiros apreendeu um total de 1,4 mil patos abatidos e congelados ? alguns pertencentes a espécies protegidas ? em duas áreas de várzea. Segundo o relato do ativista, eles tinham como destino um matadouro clandestino.
Além disso, também foram confiscados 8,5 mil cartuchos de munição de caça, "pois estavam sendo mantidos ilegalmente".
Ainda de acordo com a denúncia, Trump Jr também havia caçado no dia anterior em Porto Tolle, na província de Rovigo.
"Parece evidente um padrão de atividade criminosa contínua, podendo haver fundamentos para acusar várias pessoas de delitos como receptação ? devido ao comércio dos patos abatidos ilegalmente ? e associação criminosa", concluiu Zanoni.