A crise hídrica no Pó, maior rio em extensão da Itália, tem se agravado, sem que haja qualquer previsão para se encerrar.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (6) pelo Observatório Permanente sobre Usos da Água da Bacia do Rio Pó (AdbPo), que citou a escassez de chuvas e as altas temperaturas como as principais causas da "seca extrema" no curso d'água.
"Temperaturas persistentemente elevadas estão sobrecarregando as últimas reservas de água restantes [do Pó], ou seja, os grandes lagos pré-alpinos", explicou Alessandro Delpiano, secretário-geral da AdbPo.
"A emergência continua, e ainda não há previsão para o seu fim", reforçou.
Em comunicado, o AdbPo destacou que apesar de haver previsões de chuva e de queda de temperatura na região para os próximos dias, "como as vazões do rio permanecem com valores abaixo dos respectivos limiares característicos de vazão mínima", não são esperados "benefícios significativos ou duradouros em relação a sua disponibilidade hídrica".
"As consequências das mudanças climáticas no norte da Itália podem se tornar ainda mais graves para a agricultura, a indústria, a população e o sistema vital como um todo", alertou Delpiano, pedindo a adoção de "medidas adicionais de adaptação às mudanças climáticas para evitar enfrentar situações ainda piores do que esta em poucos anos".