A reintrodução de 14 lobos-cinzentos em Yellowstone em 1995 permitiu a recuperação histórica dos álamos no parque. Sem predadores desde os anos 1930, a explosão populacional de uapitis devastava as árvores jovens, impedindo a renovação da floresta. Com o retorno dos lobos e o controle natural desses cervídeos, novas gerações de álamos voltaram a atingir alturas e portes não vistos há quase 80 anos, marcando um notável equilíbrio ecológico.
Em um desdobramento ecológico notável, um estudo científico recente revelou sinais de uma recuperação significativa dos álamos (Populus tremuloides) no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA. Isso ocorre após décadas de declínio na regeneração — uma tendência que os pesquisadores associam ao retorno dos lobos-cinzentos à região, iniciado em 1995.
Segundo o estudo, conforme noticiado pelo Live Science, várias áreas na parte norte do parque registraram o surgimento de uma nova geração de álamos. Alguns atingiram alturas e portes que não eram observados nesses locais de estudo desde a década de 1940 — há quase 80 anos.
A crise teve origem no desaparecimento dos lobos-cinzentos de Yellowstone por volta de 1930, causado pela caça, pela destruição de habitats e por programas deliberados de erradicação. Na ausência desse predador de topo, a população de uapitis (cervídeos norte-americanos) cresceu drasticamente, atingindo um pico de aproximadamente 18.000 indivíduos dentro do parque.
Essa explosão populacional de uapitis exerceu uma pressão imensa sobre a vegetação; os animais alimentavam-se das folhas, galhos e cascas de árvores jovens, impedindo que os álamos chegassem à maturidade. Com o passar do tempo, as florestas passaram a ser compostas apenas por árvores envelhecidas, sem novas gerações para substituí-las.
A situação começou a mudar após a reintrodução de 14 lobos em Yellowstone, em 1995. O retorno desses predadores ajudou a controlar a população de uapitis, que, desde então, ...
Matérias relacionadas