Engenheiros norte-americanos criaram em 2006 a Photonic Fence, um sistema que usava lasers para abater mosquitos em voo e combater a malária, mas a ideia nunca virou um produto comercial. Agora, a China resgatou o conceito e desenvolveu uma torre automática com inteligência artificial, que funciona como uma defesa antiaérea em miniatura. O dispositivo visa eliminar os insetos e chegar ao mercado consumidor por cerca de 1.000 dólares.
Há quase duas décadas, um grupo de engenheiros norte-americanos teve uma ideia que parecia saída da ficção científica: construir um sistema capaz de identificar mosquitos em pleno voo e abatê-los com disparos de laser. O projeto chegou a funcionar, mas nunca se tornou um produto de consumo. Agora, na China, retomaram esse conceito, adicionaram inteligência artificial e estão tentando levá-lo ao mercado por cerca de 1.000 dólares (aproximadamente R$ 5.477).
O resultado parece um sistema de defesa antiaérea em miniatura.
A ideia nasceu nos Estados Unidos
Em 2006, Nathan Myhrvold, ex-diretor de tecnologia da Microsoft e fundador da Intellectual Ventures, fez uma pergunta inusitada a um grupo de engenheiros: seria possível matar mosquitos com um laser? A proposta surgiu de conversas sobre como combater a malária, uma doença transmitida por mosquitos que continuava causando centenas de milhares de mortes por ano.
Entre os especialistas envolvidos estava Lowell Wood, um físico que havia trabalhado em projetos relacionados à defesa estratégica norte-americana durante a Guerra Fria. Sua resposta foi projetar uma espécie de barreira invisível capaz de detectar insetos, distingui-los de outros animais e disparar contra eles automaticamente. Batizaram-na de Photonic Fence (cerca fotônica) e, em 2009, a Intellectual Ventures já havia construído protótipos funcionais.
Uma Estrela da Morte contra os mosquitos
Em fevereiro de 2010, Myhrvold apresentou a tecnologia publicamente durante uma ...
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