Wagner Moura questiona relação entre Flávio Bolsonaro e Trump em episódio sobre terras raras

18 out 2026 - 19h00
(atualizado às 19h05)
Resumo
Em episódio da série Revelando, Wagner Moura questiona a aproximação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump diante do interesse dos EUA nas terras raras do Brasil, vitais para a indústria de alta tecnologia e defesa. Dono da segunda maior reserva mundial desses minerais, o país atrai investimentos bilionários norte-americanos, como a compra da mineradora Serra Verde. O debate central gira em torno de como atrair capital externo sem comprometer o controle nacional sobre recursos estratégicos.

A relação entre o Brasil e os Estados Unidos voltou ao centro do debate político por causa do interesse norte-americano nas riquezas minerais brasileiras. O assunto envolve o uso desses recursos na fabricação de celulares, carros elétricos e equipamentos militares, além da disputa entre países pelo controle dessas matérias-primas.

Foto: Wagner Moura ( Reprodução/YouTube/Revelando) / Gávea News

No episódio "Pátria Submissa", da série Revelando, apresentado por Wagner Moura e publicado em 16 de outubro, o ator questiona a aproximação entre Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A produção aborda o interesse norte-americano nas terras raras encontradas no Brasil e levanta dúvidas sobre os possíveis impactos dessa relação para o país.

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As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de produtos tecnológicos. Eles estão presentes, por exemplo, em componentes de celulares, motores de carros elétricos, equipamentos médicos e militares. Esses materiais são importantes porque ajudam a produzir peças menores, mais eficientes e resistentes.

O Brasil tem grandes reservas desses elementos. Segundo o Sumário Mineral Brasileiro de 2025, elaborado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o país tinha cerca de 11,4 milhões de toneladas em reservas estimadas em 2024, atrás apenas da China, que possuía 44 milhões de toneladas. Apesar disso, o Brasil ainda produz muito menos do que os chineses.

O interesse dos Estados Unidos também aparece em negócios do setor. Em abril de 2026, a empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou a compra da mineradora brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 14,18 bilhões na cotação atual.

A Serra Verde opera uma mina em Minaçu, Goiás, e tem um contrato de fornecimento de 15 anos para entregar terras raras usadas na fabricação de ímãs a uma empresa financiada por agências do governo norte-americano e investidores privados. O negócio passou por análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que arquivou o procedimento por entender que a operação não precisava ser notificada obrigatoriamente, segundo os critérios legais aplicáveis.

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Em março, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil poderia ajudar os norte-americanos a diminuir a dependência da China no fornecimento desses minerais. A declaração mostra que o senador defende uma aproximação entre os dois países nessa área, mas não comprova a existência de um acordo para transferir o controle das riquezas brasileiras aos Estados Unidos.

O episódio relaciona a aproximação política entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump ao interesse norte-americano nos recursos minerais brasileiros. A discussão central é como o Brasil pode aproveitar suas reservas, atrair investimentos e negociar com outros países sem abrir mão do controle sobre suas próprias riquezas.

Assista o episódio completo:

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