Messias posta mensagem de 'Exército do Lula' convocando para atos no Rio de Janeiro

Mensagem do ministro da AGU diz que 'todos os integrantes da tropa estão convocados a comparecer' a atos na Candelária e em Copacabana; especialistas afirmam que manifestação de apoio político não é proibida pela legislação eleitoral

18 out 2026 - 18h54
(atualizado às 18h55)
Resumo
O advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou em seu perfil privado no X uma convocação para atos pró-Lula no Rio de Janeiro, reproduzindo mensagem do canal "Exército do Lula", ligado a André Janones. O texto adotava termos militares para mobilizar a militância para manifestações na capital fluminense. Segundo especialistas em direito eleitoral, a atitude não violou a lei, pois ocorreu fora do expediente de trabalho, em conta restrita e sem impulsionamento financeiro.

BRASÍLIA - O advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou em seu perfil privado na rede social X uma mensagem em referência ao Exército do Lula, canal de WhatsApp coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), para chamar apoiadores do presidente aos atos deste domingo, 18, no Rio de Janeiro.

Messias tem perfil privado no X. Somente seguidores aprovados pelo ministro têm acesso aos posts - segundo a rede social, ele tem 32,5 mil seguidores e acompanha 4.610 perfis.

Publicidade

A mensagem publicada no início da manhã dizia: "Por determinação do Alto Comando do Exército do Lula, ficam convocados todos os soldados, oficiais e demais integrantes das nossas fileiras no Estado do Rio de Janeiro".

A missão dada era "comparecer aos pontos de concentração" listados "rigorosamente nos horários estabelecidos". A seguir, a postagem trazia os horários dos atos na Candelária e em Copacabana.

"Todos os integrantes da tropa estão convocados a comparecer", seguida a postagem. "NENHUM SOLDADO DEVE FALTAR AO CHAMADO!" e "MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA" eram algumas das frases citadas no post de Messias.

O Estadão procurou o ministro para comentar a postagem. O espaço segue aberto.

Publicidade

Especialistas em direito eleitoral afirmam que a publicação do ministro não viola a legislação, por ter sido feita em perfil privado e fora do horário de expediente. Segundo dois advogados consultados pela reportagem, haveria irregularidade se a postagem tivesse sido impulsionada.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações