Volvo, Mercedes ou Ford? Veja os caminhões usados mais procurados

Ranking revela que o Volvo FH liderou as vendas de usados em 2025; veja preços e os motivos que mantêm Ford e Mercedes-Benz no topo da preferência

22 jan 2026 - 19h19

Na hora de comprar um caminhão usado, o transportador brasileiro prioriza três pilares: liquidez de revenda, robustez e facilidade de manutenção. Em 2025, o mercado doméstico confirmou essa tendência com um ranking dominado por três marcas gigantes.

O extinto Ford Cargo ainda é sucesso no mercado de caminhões usados. Foto: divulgação/Ford.
O extinto Ford Cargo ainda é sucesso no mercado de caminhões usados. Foto: divulgação/Ford.
Foto: Ford/Divulgação / Estadão

Segundo dados da Fenauto (federação que representa os revendedores), o Volvo FH, o Ford Cargo e o Mercedes-Benz Atego foram os modelos mais procurados no mercado de usados no ano passado.

O destaque fica para a permanência de modelos fora de linha entre os mais vendidos. Abaixo, detalhamos os números e o que faz desses caminhões os "queridinhos" do mercado de seminovos.

1º lugar: Volvo FH (2.897 unidades vendidas)

Fabricado no Brasil desde 1998, na fábrica de Curitiba (PR), o Volvo FH é referência no segmento de pesados como modelo mais vendido também no mercado dos zero quilômetro. No mercado de usados, o FH apresenta um dos maiores valores de revenda do setor, com preços que variam, em média, entre R$ 350 mil e R$ 600 mil, dependendo do ano, motorização e estado de conservação. A alta liquidez explica sua liderança também entre os seminovos.

2º lugar: Mercedes-Benz Atego (1.668 unidades vendidas)

Produzido no Brasil desde 2002 na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), o Atego é um dos caminhões mais utilizados em frotas corporativas e no agronegócio. No mercado de usados, mantém boa valorização, com preços médios entre R$ 180 mil e R$ 400 mil. Está posicionado no segmento que mais cresceu no ano passado, o de caminhões semipesados.

3º lugar: Ford Cargo (2.621 unidades vendidas)

Lançada no Brasil em 1985, a linha Cargo foi por décadas um dos pilares do transporte nacional. Os modelos foram produzidos principalmente na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), antes da saída da Ford encerrar sua produção de veículos no país.

A Fenauto não especificou qual versão da linha foi a mais vendida. De qualquer forma, a ampla frota em circulação, a simplicidade mecânica e o custo de manutenção acessível sustentam a forte presença do Cargo no mercado de usados. Os valores de revenda costumam variar entre R$ 120 mil e R$ 300 mil, tornando o modelo atrativo para pequenas e médias operações.

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