Trump convoca coalizão internacional para patrulhar Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA afirma que capacidades do Irã foram neutralizadas e solicita que países dependentes de petróleo enviem navios de guerra à região

14 mar 2026 - 16h54

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste sábado (14) a criação de uma força-tarefa internacional para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Em comunicado, o republicano afirmou que as capacidades militares e econômicas do Irã foram severamente reduzidas e que as nações dependentes da rota devem agora colaborar na manutenção do fluxo comercial de petróleo.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Nathan Howard/Getty Images / Perfil Brasil

Através da rede Truth Social, o presidente declarou que os Estados Unidos derrotaram as forças iranianas em diversas frentes. Trump destacou que países que recebem energia por meio dessa passagem marítima têm a responsabilidade de protegê-la, prometendo auxílio logístico e militar norte-americano para a operação de vigilância.

Publicidade

A administração estadunidense espera que nações afetadas pela instabilidade na região mobilizem suas marinhas. De acordo com o texto publicado, a expectativa é de que países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra para atuar em conjunto com as forças dos EUA.

O objetivo da medida é reverter a queda no tráfego marítimo, que recuou expressivamente após o Irã anunciar o bloqueio da rota. A decisão iraniana de obstruir o estreito ocorreu em 28 de fevereiro, em resposta a ofensivas militares conduzidas pelos Estados Unidos e Israel contra o território do país.

O Estreito de Ormuz é a principal via marítima para a exportação global de petróleo, e a atual tensão no Oriente Médio compromete a segurança energética internacional. Segundo dados da agência marítima britânica UKMTO, ao menos 13 ataques foram registrados no entorno do estreito desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro.

Para o governo norte-americano, a restrição imposta pelo Irã é considerada "artificial". A presença de uma coalizão internacional visa assegurar que a passagem não sofra novas interrupções, estabilizando a principal rota de comércio de combustíveis fósseis do mundo diante do cenário de conflito.

Publicidade
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações