Itamaraty diz que visita de assessor de Trump a Bolsonaro pode causar 'indevida ingerência' no País

Chanceler Mauro Vieira afirma que assessor do Departamento de Estado só pediu reunião com o governo depois de defesa de Bolsonaro protocolar visita; visto havia sido concedido para conferência sobre minerais críticos

12 mar 2026 - 17h34
(atualizado às 17h42)
Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, atuou no setor privado como empresário de mídia e estrategista político e já trabalhou na Casa Branca como redator de discursos
Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, atuou no setor privado como empresário de mídia e estrategista político e já trabalhou na Casa Branca como redator de discursos
Foto: Reprodução/Department of State / Estadão

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a visita pretendida por Darren Beattie, assessor do governo Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode representar "indevida ingerência" nos assuntos internos do Brasil.

No documento, Vieira argumentou que "a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro".

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A resposta foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após pedido do relator na quarta-feira, 11, para esclarecer a agenda diplomática de Darren Beattie, atual assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão e detenção, em regime fechado, fixada pelo STF. Ele está recolhido na Sala de Estado Maior do 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

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