Preço do seu SUV flex pode derreter enquanto eletrificados usados desvalorizam menos; entenda

Dados da Indicata mostram que SUVs elétricos e híbridos tiveram desvalorização menor entre os seminovos, enquanto modelos a combustão chegaram a perder mais de 28% do valor de tabela

28 set 2026 - 09h22
Resumo
Levantamento da Indicata Brasil revela que SUVs eletrificados estão desvalorizando menos que os modelos a combustão. Enquanto híbridos e elétricos registraram perdas médias de 10,1%, opções tradicionais superaram 20% de desvalorização, a exemplo do Hyundai Creta (-21,5%). O fenômeno é impulsionado pelo avanço das marcas chinesas e por uma guerra de preços entre montadoras, que reduz o valor de novos e pressiona os usados. Os dados refletem anúncios de mercado, e não valores finais de venda.

A desvalorização dos SUVs eletrificados tem sido menor do que a registrada por modelos equipados exclusivamente com motores a combustão, de acordo com um levantamento feito pela Indicata Brasil. Entre os veículos analisados, elétricos e híbridos apresentaram perdas de até 14,2% em relação ao preço de tabela, enquanto alguns SUVs a combustão tiveram redução superior a 20%.

Na sequência aparecem o SUV híbrido BYD Song Pro GL, com desvalorização de 8,5%, e o hatch elétrico BYD Dolphin GS, com 14,2%.

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O híbrido GWM Haval H6 One também aparece no grupo de eletrificados, com preço de tabela de R$ 225 mil e valor de R$ 184.020 no mercado de usados, uma diferença de 18,2%.

A desvalorização média desses quatro modelos é de aproximadamente 10,1%, segundo a Indicata.

Modelos a combustão têm perdas maiores

Entre os SUVs movidos somente a combustão analisados pelo estudo, a diferença foi mais acentuada. O Volkswagen T-Cross Sense 1.0 TSI registrou 9,2% de desvalorização (de R$ 112.990 para R$ 102.612), enquanto o Hyundai Creta Limited 1.0 TGDI apresentou uma diferença considerável de 21,5% (de R$ 173.390 para R$ 136.181).

A análise também aponta que os SUVs foram o segmento com a maior queda nos preços anunciados nos quatro meses anteriores ao levantamento. Segundo a Indicata, a concentração da concorrência chinesa nesse segmento é um dos fatores relacionados a esse movimento.

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Guerra de preços interfere na desvalorização

Outro fator destacado pela Indicata é a chamada guerra de preços no mercado brasileiro. As montadoras tradicionais adotaram estratégias diferentes para reagir à concorrência, incluindo reduções nos preços de tabela e a manutenção de preços oficiais acompanhada de descontos maiores nas concessionárias.

Concessionária BYD no lançamento do Move Brasil
Concessionária BYD no lançamento do Move Brasil
Foto: Divulgação | BYD / Estadão

Esse movimento pode acelerar a desvalorização dos veículos que já estão nas ruas. Quando um carro novo passa a ser vendido com descontos relevantes ou tem seu preço oficial reduzido, o valor de referência dos exemplares usados também pode ser pressionado.

Por isso, os números da Indicata devem ser interpretados como uma projeção do mercado de anúncios, e não necessariamente como o preço efetivamente pago em cada negociação. A empresa ressalta que os seus dados representam preços anunciados, e não valores de negócios fechados, que podem variar conforme troca do veículo, forma de pagamento, descontos, acessórios e outros benefícios.

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