O presidente francês, Emmanuel Macron, alterou sua agenda e decidiu comparecer, com a primeira-dama Brigitte, à missa de encerramento da visita do papa Leão XIV nesta segunda-feira (28), em Metz. O Eliseu havia descartado a participação em homilias durante a viagem do pontífice, que incluiu recepções oficiais e eventos sobre a paz. A presença repete o gesto de 2023 com o papa Francisco, ocasião em que a oposição acusou Macron de violar a laicidade do Estado, crítica rebatida pelo líder francês.
O presidente da França, Emmanuel Macron, mudou de ideia e decidiu participar da missa do papa Leão XIV nesta segunda-feira (28), em Metz, última etapa da viagem do pontífice ao país.
Na semana passada, o Palácio do Eliseu havia divulgado que o chefe de Estado não assistiria a nenhuma homilia de Leão XIV durante sua viagem apostólica de quatro dias, a primeira de um papa na França em quatro anos.
No entanto, segundo a Presidência da República, Macron conseguiu "reorganizar sua agenda" para acompanhar a última missa de Robert Prevost no país e saudá-lo em sua cerimônia de despedida no aeroporto.
O presidente assistirá à homilia ao lado da primeira-dama Brigitte Macron. Na última sexta (25), o chefe de Estado recebeu o Papa no Aeroporto de Orly, em Paris, e depois no próprio Palácio do Eliseu.
Já nesta segunda, Macron esteve com Leão XIV em um evento sobre as "raízes da Europa" e a paz em Metz.
Em 2023, o presidente foi criticado por assistir a uma missa do papa Francisco em Marselha, com a oposição de esquerda o acusando de violar a histórica laicidade da República Francesa.
Macron, no entanto, rebateu que foi à homilia como "presidente", e não como "católico". .