PM atira e mata mulher que estaria em surto na Zona Oeste de SP

Moradores de Pirituba relataram à PM que a mulher estava ameaçando pessoas com uma faca

15 out 2026 - 19h26
Policial atira e mata mulher em possível surto.
Policial atira e mata mulher em possível surto.
Foto: Reprodução/Câmeras de segurança

Uma mulher armada com uma faca e com comportamento alterado morreu após ser baleada por um policial militar na tarde desta quinta-feira (15), em Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. O caso foi registrado na Rua Coronel José Rufino Freire, por volta das 14h45.

Moradores acionaram a Polícia Militar e relataram que a mulher, aparentemente em surto, estava ameaçando pessoas com uma faca.

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Três policiais tentaram negociar para que a mulher largasse o objeto. Registros de uma câmera de segurança mostram ela andando pela rua com a faca e avançando em direção aos agentes. Na sequência, um dos policiais dispara contra ela entre o peito e o pescoço. Uma equipe de resgate foi acionada, mas a morte da mulher foi confirmada no local.

Dois homens mortos em uma semana

Em uma semana, agentes da Polícia Militar dispararam 69 vezes contra duas pessoas. De acordo com familiares e registros das ocorrências, elas apresentavam transtornos mentais e emocionais. As ocorrências reacenderam o debate sobre o uso da força policial e o preparo dos agentes.

Os dois casos ocorreram em um intervalo de sete dias. Em 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado e morto na Vila Dionísia, Zona Norte de São Paulo, após 24 disparos da PM. Em 10 de outubro, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após 45 tiros de policiais em Moema, na Zona Sul da capital.

Na tarde do dia 3 de outubro, cinco policiais militares atenderam a uma ocorrência na Rua Afonso Lopes Vieira, na Vila Dionísia. A ação envolveu 24 disparos contra Antonio Nunes Batista, que apareceu em surto em imagens gravadas por testemunhas. 

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O boletim de ocorrência não confirma quantos disparos o atingiram exatamente. Segundo o documento, os PMs encontraram o homem com uma faca e uma barra de ferro, ameaçando pedestres. Os agentes relataram que efetuaram dois disparos com arma de choque, mas não foi o suficiente para contê-lo. Eles atiraram na sequência.

Antonio foi levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma semana depois, no dia 10 de outubro, policiais atenderam a uma ocorrência de tentativa de suicídio em Moema, na Zona Sul. Segundo o boletim de ocorrência, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, correu ao ver a viatura se aproximar e se abrigou na entrada de um imóvel. De acordo com os policiais, o local estava escuro e dispararam ao vê-lo estender o braço e apontar um objeto em direção à equipe.

Foi constatado, posteriormente, que os agentes tinham confundido um telefone com uma arma. Gustavo passava por tratamento psiquiátrico para depressão e morreu após ser baleado. Segundo o boletim de ocorrência, foram efetuados 45 disparos e o corpo do jovem apresentava 27 perfurações.

A Polícia Civil investiga os dois casos separadamente e se os agentes da PM agiram em legítima defesa ou se cometeram excessos.

Fonte: Portal Terra
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