Para Adrilles Jorge, do União Brasil, Esquerda tenta confundir brasileiros; entenda

8 jul 2025 - 13h24

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil-SP) afirmou que parte da Esquerda brasileira tem adotado discursos antissemíticos ao tratar do conflito entre Israel e grupos extremistas como Hamas e Hezbollah. A crítica foi feita durante debates com militantes comunistas em podcasts e entrevistas.

O vereador Adrilles Jorge
O vereador Adrilles Jorge
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

Segundo Adrilles, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem alimentado uma retórica que relativiza a violência contra o povo judeu e legitima a ação de organizações classificadas como terroristas. "Para a Esquerda, o Hamas seria um partido político; e por uma ação legítima, teria invadido o território de Israel e, deliberadamente, matado mulheres e crianças; degolado bebês - tudo isso, gravado pelas lentes de um grupo terrorista que prega a destruição do Estado de Israel", disse o vereador.

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Esquerda é acusada de alimentar discursos antissemitas em meio ao conflito

O parlamentar reforçou que muitos militantes de esquerda apresentam o Hamas como um simples partido político e descrevem a invasão do território israelense como uma "ação legítima", mesmo com registros de violência contra civis. Para ele, há uma tentativa de inverter os papéis entre agressores e vítimas.

Adrilles também alerta para o que considera um esforço sistemático de normalizar esse tipo de discurso no Brasil, principalmente entre jovens. "A militância pró-terrorismo se organiza a cada dia no Brasil travestida de movimentos sociais e culturais pró-governo petista", afirma.

Durante um debate recente com a vereadora Silvia da Bancada Feminista (Psol), também na Câmara Municipal de São Paulo, Adrilles voltou a criticar a visão de que Israel age como Estado opressor. Para ele, essa narrativa mascara o histórico de propostas israelenses de coexistência, todas rejeitadas por grupos extremistas.

O vereador alega que Israel já propôs, em doze ocasiões, a criação de um Estado palestino, sempre sem êxito. "A Esquerda tenta comparar o campo de concentração nazista, que matou mais de 6 milhões de judeus, a uma ajuda humanitária que Israel proporcionou em meio à escalada da guerra, no Oriente Médio. Israel tem um povo sofrido, que construiu sua nação soberana e têm a complacência de aceitar outras culturas. Por 12 vezes, foi ofertada a criação de um Estado palestino - ideia rejeitada por movimentos terroristas que querem exterminar o Estado de Israel. Seja por sordidez ou canalhice, a Esquerda promove a perseguição aos judeus e planeja, a todo momento, doutrinar nossas famílias para compactuar com essa alucinação", conclui.

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Enquanto isso, fora do Brasil, o Hamas avalia, junto a outros grupos palestinos, uma nova proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A iniciativa partiu do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e teria sido inicialmente aceita por Israel.

Para Adrilles, o Hamas é "uma organização criminosa nefasta, assim como foi o partido nazista", e, portanto, não pode ser legitimada por nenhum argumento político ou ideológico.

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