O que é o golpe do motel, que levou três pessoas presas em SP

Suspeitos fotografavam veículos na saída dos estabelecimentos para localizar as vítimas e familiares

21 set 2026 - 18h00
(atualizado às 18h21)
Brasão da Polícia Civil do Estado de São Paulo na porta de viatura da instituição. Filho de policial morreu baleado durante tentativa de roubo na Zona Norte da capital neste domingo, 16.
Brasão da Polícia Civil do Estado de São Paulo na porta de viatura da instituição. Filho de policial morreu baleado durante tentativa de roubo na Zona Norte da capital neste domingo, 16.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de extorsão por meio do chamado "golpe do motel", na zona sul da capital, nesta segunda-feira.

A investigação começou após um homem denunciar à Polícia que vinha sendo extorquido desde janeiro de 2025. De acordo com a vítima, um dos criminosos havia enviado, por um aplicativo de mensagens, uma fotografia de seu veículo saindo de um motel na região da Ponte do Limão, na zona norte.

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Segundo o delegado Eduardo Bernardo Pereira, divisionário da Delegacia Antissequestro (DAS), os suspeitos fotografavam veículos nas saídas dos estabelecimentos e usavam placas para localizar as vítimas e os familiares nas redes sociais, onde iniciavam as ameaças.

“Eles tiravam fotos da pessoa saindo do motel, com a placa do carro, e depois pediam dinheiro para não divulgar aquelas imagens aos familiares”, explicou.

Após a denúncia, três suspeitos foram identificados. Segundo a corporação, eles tinham funções distintas no esquema criminoso, como realização das extorsões e movimentação financeira relacionada aos valores obtidos ilegalmente.

Os três homens, de 24, 25 e 28 anos, foram localizados na região do Jardim Ângela e tiveram prisão temporária decretada pela Justiça. O mais velho possui antecedentes criminais por roubo.

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Orientações da Polícia Civil

A corporação orienta que as vítimas procurem imediatamente uma delegacia e não realizem pagamentos aos criminosos. A recomendação é preservar mensagens, imagens, números de telefone e demais provas que possam auxiliar na investigação.

“Se pagar, a tendência é ficar pior. Eles vão achar que conseguem cometer esse crime, conseguir a vantagem ilícita e sair impunes”, completou Pereira.

Fonte: Portal Terra
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