Condenada pelo STF a mais de 15 anos de prisão por invasão de sistemas e porte ilegal de arma, a ex-deputada Carla Zambelli pediu apoio financeiro a seguidores para se manter na Itália, onde vive após fugir do Brasil e ser solta da prisão preventiva. Ela lançou uma comunidade paga por R$ 50 mensais, prometendo conteúdos exclusivos e debates políticos, sob a justificativa de estar com bens bloqueados e impedida de abrir conta bancária local, enquanto aguarda julgamento sobre sua extradição.
A ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada a mais de 15 anos de prisão em dois processos no Brasil, pediu ajuda financeira a seus apoiadores nas redes sociais para se manter na Itália.
Residindo no país europeu desde o ano passado após ter saído do Brasil em virtude das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-parlamentar anunciou que criará uma comunidade paga com assinatura mensal de R$ 50.
Zambelli alegou que não pode trabalhar em território italiano devido à impossibilidade de abrir uma conta bancária no país, afirmando ainda que seus bens no Brasil permanecem bloqueados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
"Vou oferecer a vocês conteúdos exclusivos de várias áreas do conhecimento. Vamos falar sobre tudo. Também vou compartilhar um pouco da experiência que tive na prisão e o que isso me ensinou. Tenho certeza de que isso pode ajudar de alguma forma em sua vida. Se você um dia me admirou, peço essa ajuda: entre nessa comunidade e faça sua inscrição para que eu possa me manter aqui na Itália", declarou.
Na legenda da publicação, a ex-deputada prometeu entregar aos assinantes bastidores, relatórios e histórias exclusivas. Ela também anunciou transmissões ao vivo para discutir temas políticos "com toda a liberdade de expressão que não existe mais no Brasil".
Possuidora de cidadania italiana, Zambelli fugiu para Roma em junho de 2025, após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em agosto do mesmo ano, a Corte somou à pena mais cinco anos e três meses de detenção pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
A ex-parlamentar foi detida pelas autoridades italianas em 29 de julho de 2025, permanecendo custodiada no presídio de Rebibbia, em Roma, até 23 de maio deste ano. Enquanto o Brasil busca sua extradição, a Justiça da Itália adiou para o próximo dia 24 de novembro a audiência que discutirá o pedido. .