Venezuela agradece ajuda da Itália após terremotos; Número de mortos supera 4,3 mil

Tragédia ocorrida em 24 de junho já provocou um total de 16 mil feridos

11 jul 2026 - 21h26

O governo da Venezuela agradeceu oficialmente à Itália pelo apoio prestado após os terremotos devastadores que atingiram o país em 24 de junho, enquanto o número de vítimas continua aumentando e já ultrapassa 4,3 mil.

Terremotos devastaram a Venezuela em 24 de junho
Terremotos devastaram a Venezuela em 24 de junho
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela para a Europa e América do Norte, Oliver Blanco, expressou gratidão em nome do governo e do povo venezuelanos pela solidariedade italiana.

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"Obrigado ao povo italiano por sua solidariedade", declarou ele, destacando que equipes de resgate e médicos enviados pela Itália atuam na Venezuela desde 26 de junho, juntamente com profissionais de mais de 24 países mobilizados para apoiar as operações de emergência.

Blanco destacou que a cooperação humanitária e a assistência destinada às comunidades mais vulneráveis nos próximos meses "fortalecem os laços de fraternidade" entre Venezuela e Itália.

O embaixador da Itália em Caracas, Giovanni Umberto De Vito, informou que a missão italiana reúne médicos de cinco regiões do país, equipes de bombeiros e especialistas técnicos, que foram mobilizados já no segundo dia após o desastre, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.

O diplomata também agradeceu às autoridades venezuelanas pela colaboração durante as operações de resgate, classificando a tragédia como uma emergência "de escala sem precedentes".

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Hoje, as autoridades venezuelanas revisaram novamente o balanço da tragédia. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou que o número de mortos subiu para 4.333, após a recuperação de mais 215 corpos. O total de feridos já ultrapassa 16 mil pessoas.

A região costeira de La Guaira permanece como a mais atingida pelos terremotos, concentrando os maiores danos à infraestrutura, moradias e serviços públicos. As equipes de resgate seguem atuando na busca por desaparecidos e no atendimento às famílias afetadas.

A crise humanitária também provocou o aumento do número de abrigos temporários para desalojados. Segundo o vice-presidente de Assuntos Sociais e ministro da Educação, Héctor Rodríguez, o país conta atualmente com 94 centros de acolhimento, onde estão abrigadas 18.437 pessoas.

Desse total, 6.133 permanecem em Caracas, 10.981 em La Guaira e 1.323 no estado de Miranda. Seis abrigos em La Guaira serão ampliados para atender à crescente demanda.

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Em meio às ações de emergência, o Ministério Público venezuelano realizou uma inspeção no cemitério municipal La Esperanza, em La Guaira, destinado ao sepultamento de vítimas ainda não identificadas.

De acordo com o promotor Larry Devoe, pelo menos 300 corpos foram enterrados em sepulturas individuais identificadas por códigos, seguindo protocolos nacionais e padrões internacionais para o manejo de vítimas de desastres naturais.

A resposta internacional também segue sendo reforçada. Um segundo voo humanitário financiado pela União Europeia desembarcou na Venezuela transportando suprimentos essenciais destinados às regiões mais afetadas. A carga inclui doações da União Europeia e da Irlanda para fortalecer as operações de socorro e garantir assistência às populações atingidas pelo desastre.  

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