UE usará todos os meios para reduzir déficit comercial com a China, diz Von der Leyen

16 set 2026 - 08h43
(atualizado às 09h40)
Resumo
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que a UE usará todos os meios para conter o déficit comercial com a China, classificado como insustentável e causador de desindustrialização no bloco. Com negociações visando resultados até outubro, a UE também planeja criar uma corporação dedicada a matérias-primas críticas para reduzir sua dependência de minerais e terras raras chineses, buscando reequilibrar a relação bilateral por meio de medidas concretas urgentes.

A União Europeia ‌utilizará todos os meios possíveis para reduzir seu déficit comercial "insustentável" com a China, afirmou nesta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Von der Leyen afirmou ⁠que o desequilíbrio, com um déficit comercial ‌de bens de 1 bilhão de euros (US$1,15 bilhão) por dia no ano ‌passado, havia atingido um ponto ‌crítico e que a Europa já ⁠estava sofrendo o segundo "choque da China" por meio da desindustrialização.

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Em junho, os líderes da UE instaram a Comissão Europeia a apresentar resultados do diálogo com a China e ‌a garantir que o bloco disponha de ‌todos os ⁠instrumentos necessários ⁠para defender seus interesses. O comissário europeu para o ⁠Comércio, Maros ‌Sefcovic, que lidera ‌as negociações, afirmou que deseja alcançar resultados tangíveis até outubro.

Von der Leyen afirmou em seu discurso sobre o "estado da União" ⁠perante o Parlamento Europeu que é do interesse de ambas as partes trabalharem juntas para encontrar uma solução.

"Deixem-me ser clara: usaremos todas as ‌ferramentas à nossa disposição para reequilibrar nossa relação. Palavras são boas. Mas ações são ⁠melhores", disse ela.

Von der Leyen também destacou a dependência da UE em relação à China no que diz respeito a muitos minerais críticos, notadamente terras raras.

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"Precisamos adquirir e aumentar nossas reservas com urgência", disse ela, acrescentando que a UE criaria uma nova Corporação Europeia de Matérias-Primas Críticas para ajudar o bloco de 27 nações a obter e estocar o que for necessário.

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