Prédio em Gaza danificado pela guerra desaba e mata 20 pessoas abrigadas no local

16 set 2026 - 09h10
(atualizado às 09h31)
Resumo
O desabamento de um prédio danificado por bombardeios em Gaza deixou ao menos 20 mortos, incluindo seis crianças, e dezenas de soterrados. Os resgates ocorrem em condições precárias e manuais devido à escassez de maquinário pesado, cuja entrada sofre restrições israelenses. A ONU alerta que o caso evidencia o perigo enfrentado por milhares de palestinos abrigados em estruturas vulneráveis, ressaltando que cerca de 400 edifícios correm risco iminente de colapso com a aproximação do inverno.

‌Equipes de resgate de Gaza vasculhavam nesta quarta-feira escombros de um prédio de apartamentos bombardeado que desabou durante a madrugada, matando pelo menos 20 palestinos, incluindo crianças, e deixando dezenas de outras pessoas presas sob os escombros.

Dezenas de milhares de palestinos vivem em cerca de 2.000 prédios ⁠danificados por ataques aéreos israelenses em toda a Faixa de Gaza.

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Equipes de ‌resgate da defesa civil informaram que pelo menos 20 pessoas, incluindo seis crianças, morreram e outras 14 ficaram feridas quando o prédio de ‌sete andares desabou. Acredita-se que quase 100 ‌pessoas estejam sob os escombros.

Um vídeo obtido pela Reuters mostra ⁠socorristas tentando retirar duas pessoas debaixo de uma parede caída. Outro vídeo nas redes sociais mostrava o porta-voz da defesa civil de Gaza, Mahmoud Basal, carregando uma menina, enrolada em um lenço manchado de sangue.

Raed Al-Dahshan, diretor do serviço de defesa civil da Cidade de Gaza, disse que ‌pelo menos 10 famílias moravam no prédio que desabou e que ainda havia ‌esperança de encontrar sobreviventes.

"Ainda ⁠estamos ouvindo vozes ⁠debaixo dos escombros", afirmou Dahshan.

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Alessandro Mrakic, chefe do escritório do Programa das Nações ⁠Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza, ‌disse que algumas agências ‌da ONU estavam participando dos esforços de resgate, que ele descreveu como difíceis devido à falta de maquinário adequado. A agência de assistência humanitária do Egito também estava ajudando.

"A situação, como vocês podem ⁠ver, é trágica porque não temos o equipamento e o maquinário necessários. Por isso, há pessoas cavando com as próprias mãos", disse Mrakic.

"Há aproximadamente 400 prédios em risco de desabamento. E sabemos que esses prédios vão desabar, especialmente agora com ‌a aproximação do inverno", acrescentou ele, referindo-se ao impacto potencial das chuvas.

Autoridades palestinas e da ONU atribuem a falta de maquinário pesado às ⁠restrições impostas por Israel a Gaza. Israel afirma que suas restrições têm como objetivo impedir que o equipamento caia nas mãos de militantes.

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"A tragédia de hoje ressalta os graves riscos enfrentados pelas famílias que vivem nessas estruturas e a necessidade urgente de alternativas mais seguras. Ninguém deveria ter que arriscar a vida simplesmente para encontrar um lugar seguro onde se abrigar", disse Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para o Território Palestino Ocupado.

O ataque de Israel a Gaza — iniciado após a ofensiva mortal do Hamas a Israel em outubro de 2023 — gerou cerca de 61 milhões de toneladas de escombros e destroços, cuja remoção pode levar sete anos, segundo as Nações Unidas.

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