UE institui força-tarefa para aumentar controles sobre importações

Medida chega no âmbito de garantias para o agro no acordo com Mercosul

26 jan 2026 - 13h35
(atualizado às 14h58)

A União Europeia instituiu uma força-tarefa para aumentar o controle fitossanitário sobre produtos importados, iniciativa criada como parte das garantias para o setor agrícola no âmbito do acordo de livre comércio com o Mercosul.

Agricultores protestam contra acordo Mercosul-UE em Nantes, na França
Agricultores protestam contra acordo Mercosul-UE em Nantes, na França
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O instrumento foi lançado oficialmente nesta segunda-feira (26), à margem de uma reunião do Conselho da UE em Bruxelas, na Bélgica, e tem foco especial na segurança alimentar de produtos que entram no mercado europeu.

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De acordo com a Comissão Europeia, os objetivos são harmonizar controles sobre importações, desenvolver recomendações para ações conjuntas entre o Executivo do bloco e os países-membros e identificar casos em que são necessárias novas medidas administrativas ou normativas para reforçar as inspeções.

As regras serão aplicadas a todos os produtos vendidos na UE, tanto os fabricados internamente quanto os importados. "Os controles de importação são fundamentais, e a força-tarefa, em consonância com nossa visão sobre agricultura e alimentação, nos ajudará a fortalecer os controles, garantindo que as regras rigorosas sejam acompanhadas por uma implementação mais coerente e eficaz em toda a União", explicou o comissário de Saúde da UE, Olivér Várhelyi.

Instituir inspeções fitossanitárias mais rígidas era uma das exigências da Itália para aprovar o acordo de livre comércio com o Mercosul, uma vez que produtores sul-americanos utilizam pesticidas e outros suprimentos vetados na UE.

Já assinado, o tratado aguarda ratificação pelos países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu, que, no entanto, paralisou a tramitação para pedir um parecer jurídico do Tribunal de Justiça do bloco. Enquanto isso, a Comissão Europeia estuda implementar o acordo de forma provisória.

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"Já existem os pressupostos para a aplicação provisória do acordo, porque os países já se expressaram a respeito", declarou nesta segunda o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida.

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