O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta segunda-feira (26) que conversou por telefone com o governador de Minnesota, Tim Walz, sobre os recentes acontecimentos em Minneapolis. O republicano complementou que a ligação foi "muito boa".
De acordo com o mandatário, o democrata pediu que os dois pudessem "trabalhar juntos" para conter a crise desencadeada por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), que assassinaram duas pessoas em janeiro durante as suas operações.
"Foi uma ligação muito boa. Eu disse a Walz que Tom Homan ligaria para ele e que queremos todos os criminosos sob custódia. Com todo o respeito, o governador entendeu. A criminalidade também diminuiu em Minnesota, mas tanto o governador Walz quanto eu ainda queremos melhorar", escreveu Trump em suas redes sociais.
O magnata mencionou que Walz "ficou feliz" com a ida de Homan, conhecido como "czar da fronteira", para Minnesota. Trump ainda reforçou que o policial "é rigoroso, mas justo" e que se reportará diretamente ao presidente americano.
Paralelamente à conversa entre Trump e Walz, a emissora CNN informou que o governador rejeitou o pedido do governo federal para revogar as chamadas políticas de "cidade-santuário" e compartilhar dados do Medicaid.
A procuradora-geral Pam Bondi, por sua vez, enviou nos últimos dias uma carta ao governador de Minnesota, instando-o a revogar as políticas de asilo e permitir que a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça tenha acesso aos registros eleitorais do estado.
Nas ruas de Minneapolis, diversos manifestantes seguem mobilizados para resistir à atuação dos agentes federais do ICE, utilizando apitos para sinalizar sua presença e telefones celulares para registrar as ações. Em algumas escolas, moradores formam correntes humanas para tentar manter os oficiais afastados de alunos e funcionários, especialmente imigrantes.
O advogado Chris Madel, que concorria ao governo de Minnesota pelo Partido Republicano, anunciou a suspensão de sua campanha devido à "retaliação" da legenda contra o estado. Ele classificou as operações do ICE como um "desastre total".
"Não posso apoiar a retaliação declarada dos republicanos em todo o país contra os cidadãos do nosso estado, nem posso me considerar membro de um partido que faria isso", afirmou Madel em um vídeo publicado nas redes sociais de sua campanha.
O político admitiu que apoiava os objetivos iniciais do ICE de identificar e deportar "os piores dos piores" em Minnesota, mas reconheceu que a operação "se expandiu muito além de seu objetivo declarado de lidar com ameaças reais à segurança pública". .