UE apresenta 20º pacote de sanções contra Rússia por guerra na Ucrânia

Medidas se concentram nos setores de energia, serviços financeiros e comércio

6 fev 2026 - 14h01
(atualizado às 14h16)

A União Europeia anunciou nesta sexta-feira (6) a proposta de seu 20º pacote de sanções contra a Rússia pela guerra na Ucrânia, que promete afetar os setores de energia, serviços financeiros e comércio do país governado por Vladimir Putin.

"A Rússia só se sentará à mesa de negociações com intenções sinceras se for forçada a fazê-lo. Esta é a única linguagem que a Rússia entende. É por isso que estamos intensificando nossos esforços hoje", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao instar os 27 Estados-membros a "aprovarem rapidamente" as medidas.

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A líder europeia avaliou que as sanções representarão um "forte sinal" da UE antes de o conflito na região completar quatro anos.

As medidas do bloco se concentrarão em novos bancos de Moscou, diversas refinarias locais e em "empresas envolvidas na exploração, perfuração e transporte de petróleo".

O documento, ao qual a ANSA teve acesso, propõe que as ações se concentrem no setor energético remanescente da Rússia e atinjam diversas "pequenas empresas petrolíferas", a fim de preencher eventuais lacunas nas sanções anteriores.

A lista inclui a proibição de serviços de manutenção para navios russos de transporte de gás natural liquefeito (GNL) e quebra-gelos, além de uma nova isenção para a reciclagem de embarcações listadas e a imposição de uma proibição de transações em quatro instalações portuárias na Rússia e em países terceiros.

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Sanções adicionais também são solicitadas contra seis propagandistas russos, oito funcionários responsáveis pelo massacre de Bucha e três indivíduos e organizações envolvidos no sequestro forçado de crianças ucranianas, com base nos novos critérios específicos introduzidos no 19º pacote.

"Enquanto a Ucrânia continua a se defender com extraordinária coragem no campo de batalha, o Kremlin intensifica seus crimes de guerra, atacando deliberadamente casas e infraestrutura civis. Usinas de energia e sistemas de aquecimento foram alvos, deixando comunidades inteiras sem eletricidade em temperaturas congelantes", declarou a diplomata belga.

Por fim, von der Leyen destacou que os recentes comportamentos da Rússia "não são os de um Estado que busca a paz", mas sim os de um país que "trava uma guerra de desgaste contra uma população civil inocente". .

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