Trump minimiza reportagem de que entidades chinesas teriam ajudado Irã antes de ataque que matou soldados dos EUA

14 set 2026 - 09h00
Resumo
Donald Trump minimizou relatos de que entidades chinesas forneceram imagens de satélite ao Irã antes de um ataque que matou três soldados dos EUA na Jordânia. Ao equiparar a espionagem de ambos os países, o presidente evitou culpar Pequim diretamente e ressaltou sua boa relação com Xi Jinping, visando conter tensões antes de um possível encontro bilateral. Pequim rejeitou as acusações, classificando-as como infundadas, enquanto Washington tenta equilibrar a diplomacia em meio ao conflito com o Irã.

‌O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou no domingo uma reportagem segundo a qual o Irã teria obtido imagens de satélite de uma base na Jordânia por meio de entidades chinesas antes de um ataque que matou três soldados norte-americanos no local, em ⁠julho.

Presidente dos EUA, Donald Trump, em visita a Irlanda
  13 de setembro de 2026   REUTERS/Kylie Cooper
Presidente dos EUA, Donald Trump, em visita a Irlanda 13 de setembro de 2026 REUTERS/Kylie Cooper
Foto: Reuters

De acordo com reportagem recente do Wall Street Journal, autoridades ‌dos EUA não identificadas falaram a respeito do ataque na Jordânia. Questionado se abordaria o assunto em uma próxima reunião ‌com o presidente chinês Xi Jinping, Trump ‌não respondeu diretamente e, em vez disso, equiparou as ⁠atividades de vigilância da China e dos Estados Unidos.

Publicidade

"Eles basicamente fazem o que nós fazemos", disse ele a repórteres a bordo do Air Force One. "Quando dizem que a China nos espiona, eu digo: 'Vocês estão certos, e nós também os espionamos'."

Os presidentes da ‌China e dos Estados Unidos devem se encontrar nos Estados Unidos ‌em 24 de setembro, ⁠embora a China ⁠ainda não tenha confirmado oficialmente que a reunião ocorrerá.

No domingo, Trump reiterou ⁠sua opinião de que mantém ‌um bom relacionamento com ‌Xi.

"Acho que ele tem se comportado razoavelmente bem, e nós também nos comportamos razoavelmente bem", disse Trump ao voltar para os Estados Unidos após uma viagem de fim de ⁠semana à Irlanda.

Publicidade

A reportagem do Wall Street Journal, que a Reuters não conseguiu verificar imediatamente, informou que as autoridades norte-americanas se recusaram a identificar as entidades chinesas que forneceram as imagens ao Irã e não alegaram ‌envolvimento direto de Pequim.

Nesta segunda-feira, a China afirmou ter cumprido de forma consistente e rigorosa suas obrigações internacionais, sem dar mais ⁠detalhes. "Nos opomos firmemente a suspeitas infundadas e acusações feitas sem provas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa, quando questionado sobre o assunto.

Os comentários de Trump pareceram consistentes com os esforços recentes do governo para minimizar as tensões generalizadas entre Washington e Pequim, apesar da frustração dos EUA com os laços estreitos de Pequim com Teerã.

Pelo menos 18 militares norte-americanos foram mortos desde o início da guerra entre EUA, Israel e o Irã, no final de fevereiro.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações