O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espera que a China contribua com o desbloqueio do Estreito de Ormuz em meio à guerra no Oriente Médio. A declaração chega a poucas semanas de uma possível visita sua ao gigante asiático.
"Acho que a China também deveria dar uma mão [com a rota marítima no Golfo Pérsico], visto que 90% de seu petróleo vem do Estreito", disse o magnata no domingo (15) ao Financial Times, acrescentando que esperar até a reunião com seu homólogo em Pequim, Xi Jinping, em 31 de março, "seria tarde demais".
"Gostaríamos de uma resposta antes disso. É muito tempo [aguardar até o encontro]", afirmou Trump, acrescentando que sua viagem à China poderá ser adiada, sem dar detalhes.
Nesta segunda-feira (16), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, confirmou que Pequim mantém contato com Washington a respeito da "visita do presidente Trump na China", sem comentar as recentes declarações do republicano sobre o Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico, que foi bloqueada pelo Irã em represália à guerra lançada por EUA e Israel em 28 de fevereiro.
"Estamos em contato com todas as partes envolvidas a respeito da situação atual [no Oriente Médio] e estamos comprometidos a promover a desescalada [na região] e a resolução das tensões", se limitou a dizer o porta-voz.
Lin também não confirmou a data da possível visita de Trump ao país, agendada entre 31 de março e 2 de abril, segundo o governo americano.