Secretário do Tesouro dos EUA: querra contra Irã, não comércio, pode adiar reunião Trump-Xi

16 mar 2026 - 10h47

Um atraso na reunião planejada ‌para este mês entre os presidentes dos EUA e da China não seria resultado de divergências comerciais, mas da possibilidade de Donald Trump precisar permanecer nos Estados Unidos por causa da guerra com o Irã, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ⁠nesta segunda-feira.

Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng lideraram dois dias ‌de conversações em Paris com o objetivo de preparar a tão esperada reunião entre Trump e Xi Jinping, de 31 de ‌março a 2 de abril.

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Em entrevista ‌à CNBC, Bessent disse que as reuniões foram "muito boas" e ⁠se beneficiaram de um "relacionamento estável".

No entanto, ele deixou em aberto se a reunião de cúpula dos líderes seria realizada conforme programado, depois que Trump disse ao Financial Times, em uma entrevista publicada no domingo, que ele poderia adiar, no momento em que pressiona Pequim ‌a ajudar a desbloquear o crucial Estreito de Ormuz, fechado pelo ‌Irã.

Bessent disse que qualquer ⁠atraso não seria ⁠devido ao fato de Trump ter pedido à China que policiasse o estreito. "O ⁠presidente quer permanecer em Washington ‌para coordenar o esforço ‌de guerra, e viajar para o exterior em um momento como esse pode não ser o ideal", declarou Bessent.

CONVERSAS SOBRE COMÉRCIO

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As delegações dos EUA e da China retomaram as negociações na ⁠segunda-feira na sede em Paris da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que não conta com a China como membro.

Nas negociações, que começaram no domingo, os chineses mostraram abertura para possíveis compras adicionais de produtos agrícolas dos ‌EUA, incluindo aves, carne bovina e culturas não relacionadas à soja, disse uma fonte antes do segundo dia de reuniões.

A China ainda ⁠estava comprometida em comprar 25 milhões de toneladas de soja norte-americana anualmente pelos próximos três anos sob a trégua comercial Trump-Xi de outubro de 2025, acrescentou a fonte.

Os porta-vozes do Tesouro dos EUA e do escritório do representante comercial dos EUA não quiseram caracterizar as negociações.

Em um comunicado na segunda-feira, o Ministério do Comércio da China repreendeu os Estados Unidos por causa de uma investigação comercial sobre trabalho forçado, pedindo a Washington que "corrija seus erros".

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Um progresso "significativo" na cooperação econômica sino-americana poderia restaurar a confiança em uma economia global cada vez mais frágil, disse a agência de notícias oficial Xinhua em um comentário no domingo.

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