Trump diz que pode haver mais ataques dos EUA na Nigéria, informa New York Times

8 jan 2026 - 19h03

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que poderia haver mais ataques dos EUA na Nigéria se os cristãos forem mortos na nação africana, mesmo que a Nigéria tenha ‌negado anteriormente que os cristãos estejam sujeitos a perseguição sistemática.

Os comentários de Trump em uma ‌entrevista ao New York Times foram publicados no site do jornal nesta quinta-feira.

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Trump deu as declarações quando perguntado sobre o ataque militar de Washington no dia de Natal na Nigéria. As Forças Armadas dos EUA disseram na ocasião que realizou um ataque contra ‍militantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria a pedido do governo nigeriano.

A Nigéria disse então que o ataque foi uma "operação conjunta" visando "terroristas" e que não tinha "nada a ver com uma religião específica".

"Eu adoraria que fosse um ataque único... ‌Mas se eles continuarem a matar cristãos, será um ataque de ‌muitas vezes", disse Trump.

Quando questionado sobre o fato de seu próprio conselheiro para a África ter dito que os militantes do Estado Islâmico e do Boko Haram estavam matando mais muçulmanos do que cristãos, Trump respondeu: "Acho que os muçulmanos também estão sendo mortos na Nigéria. Mas a maioria são cristãos".

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Trump, no final de outubro, começou a alertar que o cristianismo enfrenta uma "ameaça existencial" na Nigéria e ameaçou intervir militarmente no país da África Ocidental por causa do que ele diz ser o fracasso do país em acabar com a violência contra as comunidades cristãs.

A população da Nigéria, de mais de 230 milhões de pessoas, é dividida de forma quase homogênea entre cristãos, que predominam no sul, e muçulmanos, que predominam no norte.

Embora a Nigéria tenha tido problemas persistentes de segurança, incluindo violência e sequestros por insurgentes islâmicos no norte, ela nega veementemente que os cristãos estejam sujeitos a perseguição sistemática.

Seu governo respondeu às ‌ameaças anteriores de Trump dizendo que pretendia trabalhar com Washington contra os militantes, ao mesmo tempo em que rejeitava a linguagem dos EUA que sugeria que os cristãos corriam um perigo especial. As autoridades nigerianas observam que os militantes mataram muitos muçulmanos, além de cristãos.

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