Trump diz que Meloni 'implorou' para tirar foto com ele no G7

'Senti até pena', afirmou o presidente; premiê da Itália rebateu declarações

19 jun 2026 - 08h05
(atualizado às 08h12)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, "implorou" para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, declaração negada pela premiê.

A fala foi feita em entrevista à emissora italiana La7, após a premiê ter dito que via a antiga boa relação com o mandatário americano "inalterada", na esteira das recentes desavenças entre os dois por causa da guerra no Irã e do papa Leão XIV.

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"Ela me implorou para eu tirar uma foto com ela. Ela queria uma foto comigo. Eu não teria aceitado, mas me deu até pena", disse Trump. Na conversa, o republicano perguntou ao entrevistador sobre Meloni e emendou que a primeira-ministra "provavelmente está feliz" por eles terem conversado no G7. "Eu não era obrigado a conversar com ela", salientou.

A premiê reagiu e, em vídeo publicado no Instagram, disse que as declarações de Trump são "totalmente inventadas". "Algumas coisas merecem uma resposta imediata. Estou francamente chocada. Não sei por que o presidente dos Estados Unidos se comporta assim com os próprios aliados", afirmou Meloni, que costumava ser elogiada pelo presidente dos EUA.

Trump e Meloni durante cúpula do G7 na França

"Posso apenas dizer que lamento que ele não tenha a mesma determinação com os inimigos do Ocidente, com os inimigos dos Estados Unidos, com lideranças com quem ele se mostra muito mais condescendente. Mas ele precisa se lembrar de uma coisa: eu e a Itália nunca imploramos", concluiu.

Além disso, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, cancelou uma viagem que faria aos EUA entre 21 e 22 de junho. "As graves e ofensivas palavras do presidente Trump contra a primeira-ministra Meloni ofendem toda a Itália", acrescentou o chanceler.

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A premiê já foi considerada a principal aliada de Trump na Europa e chegou a ser definida pelo presidente como uma "inspiração para todos". No entanto, em abril passado, a relação entre eles desandou após o governo italiano negar o uso de uma base americana na Sicília para operações militares contra o Irã e depois de Meloni sair em defesa do papa Leão XIV contra as críticas do presidente dos EUA.

Na ocasião, a primeira-ministra chamou os ataques ao pontífice de "inaceitáveis", enquanto o republicano respondeu que Meloni não tinha "coragem".

Nesta semana, os dois se encontraram na cúpula do G7 na França, quando a premiê disse que, apesar das recentes tensões, a relação entre eles permanecia "inalterada" e que um havia "compreendido o ponto de vista" do outro. Em um momento de descontração, Meloni ainda foi vista afirmando que ela e Trump sempre tinham sido "amigos", após o presidente brincar que havia sido "abandonado" pela líder italiana. 

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