Meloni se reúne com Von der Leyen para discutir 'soluções' em migração

Italiana defendeu implantação 'imediata' das regras já aprovadas pela UE

19 jun 2026 - 09h43
(atualizado às 10h01)

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se reuniu nesta sexta-feira (19) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, antes do início do segundo dia de trabalhos no Conselho Europeu.

Meloni participa de reunião do Conselho Europeu em Bruxelas
Meloni participa de reunião do Conselho Europeu em Bruxelas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo comunicado do Palácio Chigi, o encontro aconteceu na sede da delegação italiana, onde as líderes discutiram "soluções inovadoras" na área da migração ao lado dos premiês da Dinamarca, Mette Frederiksen, e da Holanda, Rob Jetten, que, em conjunto com a Itália, promovem a pauta no bloco.

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Também participaram da "reunião informal" representantes da Áustria, Bélgica, Alemanha, Grécia, Polônia, Malta, República Tcheca, Eslovênia, Suécia e Hungria.

Von der Leyen delineou as principais linhas de trabalho da Comissão em matéria de migração, centrando-se, em particular, nas potenciais consequências migratórias da crise em evolução no Oriente Médio e nas iniciativas necessárias para assegurar "uma resposta europeia eficaz e veloz".

Durante a reunião, os participantes manifestaram apreço pelos resultados alcançados no bloco comum nos últimos meses, como a criação da lista europeia de países de origem seguros; a introdução do novo conceito de países terceiros seguros; a adoção da Declaração de Chisinau sobre a Migração, acordo recém-assinado que reconhece o direito soberano dos 46 Estados-membros de controlar suas fronteiras; além do novo regulamento de repatriação, que enrijeceu a lei de migração, agilizando as deportações; e do apoio financeiro da UE sobre o tema.

De acordo com a nota do Palácio Chigi, Meloni enfatizou a necessidade de passar "rapidamente da definição das novas regras a sua implementação concreta", a começar pelo regulamento de repatriação.

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A este respeito, as discussões entre os líderes destacaram o seu interesse em explorar também a possibilidade de criar centros de repatriação conjuntos em países terceiros. 

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