Zelenskiy: melhor garantia para futuro da Europa é adesão acelerada da Ucrânia à UE

19 jun 2026 - 08h30

O presidente ucraniano, ‌Volodymyr Zelenskiy afirmou, em uma cúpula da UE, que o futuro da Europa está sendo moldado pela defesa da Ucrânia e que a melhor garantia de segurança para o futuro do bloco seria conceder a Kiev uma adesão acelerada.

Zelenskiy disse ter comunicado aos Estados membros que a ⁠Ucrânia deseja que a guerra contra a Rússia termine até o final do ‌ano e os instou a ajudar Kiev a se preparar para mais um inverno com mísseis de defesa aérea e combustível.

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Toda nação democrática ‌da Europa merece fazer parte da UE, ‌disse Zelenskiy, acrescentando: "A Ucrânia merece isso porque pagou mais do que ⁠qualquer outro país pelo seu direito de ser livre, independente e... europeia."

"O futuro da Europa - livre, unida e, é claro, em paz - está sendo decidido em nossa defesa. Isso mostra o quão única é a nossa situação", declarou ele em trechos de seu discurso publicados no X.

Horas antes, ‌ataques aéreos ucranianos atingiram alvos no interior da Rússia, incluindo uma refinaria ‌de petróleo em Moscou. ⁠Em reuniões com ⁠o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes do G7 na França nesta ⁠semana, Zelenskiy destacou esses ataques de ‌longo alcance como prova das ‌capacidades militares da Ucrânia.

Em sua mensagem aos líderes da UE, ele reconheceu que nem todos os membros apoiariam uma adesão acelerada. A Hungria exigiu a retirada dessa menção de uma declaração do Conselho ⁠Europeu divulgada após a cúpula.

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"O passo mais importante nesse sentido — sei que nem todos gostam disso — poderia ser um caminho acelerado para a Ucrânia aderir à UE", disse Zelenskiy.

Embaixadores da UE concordaram na semana passada em avançar nas negociações de adesão ‌com a Ucrânia e a Moldávia. Uma declaração emitida pelo Conselho Europeu após a cúpula saudou o início das negociações de adesão da Ucrânia ⁠e afirmou que "aguarda com expectativa a abertura dos demais capítulos, em consonância com a abordagem baseada no mérito".

Mas a Hungria conseguiu retirar da declaração uma referência à aceleração da adesão da Ucrânia, afirmou o primeiro-ministro Peter Magyar no X.

"Não foi fácil", escreveu ele.

Por meio da diplomacia, de sanções e da pressão militar sobre a Rússia, a Ucrânia está pressionando para encerrar a guerra até o inverno, mas o presidente russo, Vladimir Putin, não está interessado em chegar a um acordo, afirmou Zelenskiy em comentários posteriores no Telegram.

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"Putin é guerra", disse ele, acrescentando que a Ucrânia precisaria de gás, diesel, equipamentos de energia e um pacote de pelo menos 300 mísseis caso a guerra continuasse.

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