Trump dá prazo de 10 dias para decidir sobre ataque ao Irã

Presidente instou Teerã a assinar acordo nuclear o quanto antes

19 fev 2026 - 14h05
(atualizado às 14h17)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um prazo de 10 dias para "descobrir o que acontecerá com o Irã", país que tem sido pressionado a assinar um acordo sobre seu programa nuclear para evitar um ataque americano em larga escala.

Donald Trump durante reunião de Conselho de Paz para Gaza
Donald Trump durante reunião de Conselho de Paz para Gaza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em pronunciamento nesta quinta-feira (19), durante a primeira reunião do assim chamado Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, o republicano instou Teerã a aceitar um "acordo significativo" o quanto antes, ou devem ocorrer "coisas ruins".

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"Vamos descobrir o que acontecerá com o Irã daqui a cerca de 10 dias", disse Trump, acrescentando que as conversas entre negociadores americanos e iranianos têm sido "boas".

"É hora de o Irã se juntar a nós em um caminho que vai completar o que estamos fazendo [no Oriente Médio]. Se eles se juntarem a nós, será ótimo, se não se juntarem, será ótimo também, mas com um caminho diferente. Eles não podem continuar ameaçando a estabilidade de toda a região", acrescentou o presidente.

Nos últimos dias, representantes de Teerã indicaram que o país estaria disposto a diluir seu urânio enriquecido e a permitir inspeções frequentes da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) em suas usinas nucleares, enquanto os EUA vêm acumulando forças militares no Oriente Médio, prenunciando uma possível ação militar contra a nação persa.

Ao mesmo tempo, o aiatolá Ali Khamenei, guia supremo do Irã, afirmou que o país tem direito de produzir energia nuclear e ameaçou mandar navios de guerra americanos "para o fundo do mar". "A força militar mais poderosa do mundo pode, às vezes, ser atingida com tanta força que não consegue se recuperar", escreveu o líder no X.

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Além disso, Khamenei fez uma menção velada ao escândalo de Jeffrey Epstein, financista pedófilo e ex-amigo de Trump acusado de liderar um esquema de prostituição de menores.

"Essa ilha de corrupção é apenas um exemplo. Há muito mais disso. Assim como isso não era aparente e depois foi exposto, há muitas outras coisas que em breve virão à tona", declarou.

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