O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou uma crítica a seus aliados nesta segunda-feira (16) após não receber apoio para furar o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz.
"Há anos digo que se um dia precisássemos deles [aliados], eles não estariam para nós", afirmou o mandatário em pronunciamento na Casa Branca, revelando estar "desapontado" com alguns países.
Entre as nações com as quais Trump conta com a ajuda, ele mencionou Japão, China e Coreia do Sul, além da Europa.
"Nós os protegemos por 40 anos e agora eles não querem se envolver em algo menor?", questionou o chefe de Estado americano, segundo o qual, o Irã utiliza o Estreito de Ormuz como "uma arma".
No entanto, segundo Trump, "diversos" países se ofereceram para ajudar os EUA a romper o bloqueio de Teerã.
"Adoraria revelar seus nomes, mas, francamente, não sei se eles querem, porque temem ser alvos [militares]", prosseguiu o chefe de Estado americano, informando que "alguns já estão a caminho" da rota marítima no Golfo Pérsico.
Ainda na Casa Branca, o republicano destacou que "a campanha contra o Irã continua com força total".
Segundo Trump, as Forças Armadas americanas atingiram mais de 7 mil alvos iranianos e afundaram mais de 100 navios desde o início do primeiro ataque contra o país persa, feito em parceria com Israel, em 28 de fevereiro.
Diversos governos mundiais têm evitado se envolver diretamente na guerra no Oriente Médio, apesar das pressões dos EUA.
Hoje, o vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, confirmou que as missões navais Aspides e Atalanta, da União Europeia, não serão expandidas para o Estreito de Ormuz, mantendo, assim, suas operações habituais.