Trump anuncia taxação a países que venderem armas ao Irã

Não haverá exclusões ou isenções para a tarifa de 50%, declarou o presidente dos EUA

8 abr 2026 - 09h04
(atualizado às 09h37)
Trump em conversa com jornalistas
Trump em conversa com jornalistas
Foto: Alex Wong/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 8, uma taxação de 50% a países que venderem armas para o Irã. 

"Um país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!", afirmou em publicação na Truth Social.

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A Associação de Controle de Armas (ACA) aponta Rússia, Coreia do Norte, China como aliados do poder bélico iraniano.

"O país enfrentou grandes problemas e atrasos em seus esforços para alcançar a autossuficiência (bélica), devido à escassez de fundos, materiais especiais, tecnologias de produção essenciais e pessoal altamente qualificado — particularmente gestores capazes de supervisionar projetos complexos e de grande porte. Como resultado, teve que depender fortemente da Coreia do Norte, da China e da Rússia em busca de assistência", informa a ACA.

Com mais de um mês de guerra em andamento, Irã e Estados Unidos concordaram nesta terça-feira, 7, com um cessar-fogo de duas semanas. Além disso, o tráfego marítimo ficará permitido pelo estreito de Ormuz, via estratégica que havia sido fechada pelo Irã em reação aos ataques americanos e israelense, e por onde passavam cerca de 20% do petróleo global.

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O acordo de cessar-fogo foi fechado poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar destruir todas ⁠as pontes e ‌usinas de energia do ‌Irã, além de dizer que "uma civilização inteira morrerá esta noite (de terça), para nunca mais ser ressuscitada" caso os iranianos não reabrissem a passagem. 

Trump anuncia taxação a países que venderem armas ao Irã
Foto: Getty Images

Apesar do acordo de cessar-fogo, ataques continuam em outros países nesta quarta. Em Israel, três crianças tiveram ferimentos leves ao serem atingidas por fragmentos de munição iraniana, que atingiu a cidade de Tel Sheva, no sul do país.

Um porta-voz militar israelense afirmou, em entrevista à CNN Internacional, que Israel segue atacando o Irã com aviões. 

Já no Líbano, há registro de bombardeios feitos por Israel. Um ataque aéreo israelense atingiu uma ambulância na cidade de Qlaileh, perto da cidade costeira de Tiro. Nesta madrugada, Israel publicou um comunicado concordando em parar os ataques, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o acordo não se estende ao Líbano.

"Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, condicionada à abertura imediata do Estreito de Ormuz pelo Irã e à cessação de todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região", disse.

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Vista geral dos danos causados ​​pelo ataque do exército israelense à estrada costeira em Sidon, Líbano, em 8 de abril de 2026. O ataque resultou em danos a uma cafeteria e a vários veículos.
Foto: Mohammad Abushama/Anadolu via Getty Images
Fonte: Portal Terra
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