Pelo novo acordo, as tarifas sobre produtos indianos exportados para os Estados Unidos serão reduzidas para 18%. Anteriormente, o governo Trump havia imposto uma taxação de 25% sob o conceito de tarifas recíprocas, somada a um adicional de 25% aplicado especificamente como retaliação pelas compras de petróleo de Moscou feitas por Nova Déli. Um funcionário da Casa Branca confirmou que essa sobretaxa de agosto será revogada imediatamente.
Em suas redes sociais, o primeiro-ministro Narendra Modi celebrou a redução das tarifas para produtos fabricados na Índia e agradeceu a Trump pela decisão, mas não mencionou explicitamente o compromisso de cessar as importações de combustível russo.
A Índia tornou-se um dos principais mercados para o petróleo de Moscou após o início do conflito na Ucrânia. Em 2024, a Rússia foi responsável por quase 36% das importações indianas de óleo bruto.
De acordo com as declarações de Trump, a Índia passará a suprir sua demanda energética comprando mais dos Estados Unidos e, possivelmente, da Venezuela. Atualmente, o governo americano supervisiona as exportações de petróleo venezuelano, após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar realizada por Washington em janeiro.
Além da mudança no setor de energia, o presidente americano afirmou que Modi concordou em comprar mais de US$ 500 bilhões em produtos dos Estados Unidos nos setores de agricultura, tecnologia e energia, além de reduzir barreiras regulatórias e tarifárias para zero.
Bolsas reagem
O anúncio teve um impacto positivo imediato nos mercados financeiros, com as ações de grandes empresas indianas listadas nos Estados Unidos, como Infosys, Wipro e o banco HDFC, registrando altas significativas durante a tarde.
Antes do acordo, o mercado indiano vinha apresentando um desempenho fraco em 2025 devido à pressão das tarifas americanas e à saída recorde de investidores estrangeiros.
Embora Trump tenha anunciado o fim das compras indianas de petróleo russo, dados recentes sugerem que Nova Déli já vinha reduzindo gradualmente essas aquisições. Estimativas indicam que as importações da Rússia, que eram de 1,2 milhão de barris por dia em janeiro, devem cair para 800 mil barris por dia até março.
com agências