Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz segue abaixo da média de 10 dias, mostram dados

26 ago 2026 - 08h29
(atualizado às 09h13)
Resumo
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz permanece muito abaixo da média de 10 dias, registrando apenas cinco cargueiros na terça-feira. Diante da pressão dos EUA, Irã e Omã discutem a criação de um corredor marítimo temporário e a remoção de minas na área. Apesar do diálogo regional, analistas destacam que a normalização do transporte de petróleo só ocorrerá se os norte-americanos suspenderem o bloqueio e flexibilizarem as sanções econômicas contra os portos iranianos.

Cinco ‌navios de carga transitaram pelo Estreito de Ormuz na terça-feira, um número praticamente inalterado em relação ao dia anterior, mas bem abaixo da média de 15 navios nos últimos 10 dias, segundo ⁠dados preliminares de tráfego marítimo divulgados nesta quarta-feira.

Dois ‌petroleiros transportando gás liquefeito de petróleo e um petroleiro transportando betume saíram do Golfo Pérsico ‌pelo estreito, enquanto dois petroleiros ‌de produtos petroquímicos vazios entraram na via ⁠navegável vindos do Golfo de Omã, segundo dados iniciais da empresa de rastreamento de navios Kpler, divulgados às 01h08 (horário de Brasília). Na segunda-feira, quatro navios de carga transitaram pela via navegável, segundo ‌os dados.

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Os números podem sofrer alterações, já que alguns ‌navios costumam desligar ⁠seus transponders ⁠de localização durante a viagem.

As travessias pelo estreito de Bab ⁠el-Mandeb, outro importante ‌ponto de estrangulamento ‌marítimo no Oriente Médio, também permaneceram praticamente inalteradas, com 31 navios de commodities contra 29 no dia anterior, segundo dados da Kpler, mas ⁠em linha com a média de 10 dias.

O Irã afirmou ter retomado as discussões com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz em meio à crescente ‌pressão econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As duas partes afirmaram na terça-feira que haviam ⁠estudado a criação de um corredor marítimo conjunto temporário e concordaram em remover as minas da via navegável.

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"Qualquer acordo entre essas duas partes não significa que veremos a normalização dos fluxos de petróleo por esse importante ponto de estrangulamento", afirmou a ING Economics em uma nota.

"Provavelmente, seria necessário que os EUA suspendessem o bloqueio aos portos iranianos e flexibilizassem as sanções contra o Irã antes de observarmos qualquer avanço em direção à normalização."

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