Na véspera das cruciais eleições húngaras, o vice-premiê e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, criticou as declarações do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, direcionadas ao primeiro-ministro de Budapeste, Viktor Orbán.
Uma fala controversa do líder ucraniano, feita há um mês, voltou ao centro do debate político na Hungria. Em março, Zelensky afirmou que, se uma única "pessoa" na União Europeia bloqueasse o desembolso de um empréstimo de 90 bilhões de euros para a reconstrução de Kiev, ele divulgaria o número de telefone e o endereço dessa pessoa aos militares ucranianos.
"Ameaçar um líder europeu de morte é vulgar e repugnante. Especialmente vindo de alguém a quem estamos concedendo bilhões para defender e reconstruir seu país. Se ele cuidasse do seu país em vez de fazer ameaças a quem não gosta, estaria fazendo algo útil", declarou Salvini.
O pleito deste domingo (12) em território húngaro é considerado crucial para a Europa, já que o resultado poderá influenciar os rumos da guerra entre Rússia e Ucrânia. A eleição colocará frente a frente o atual premiê, no cargo desde 2010, e Péter Magyar, conservador de 45 anos e pró-Europa, líder do principal partido de oposição.
Paralelamente, a trégua da Páscoa Ortodoxa está em vigor para ucranianos e russos, mas as hostilidades não cessaram completamente, segundo relatos. Pelo menos duas pessoas morreram durante a noite após um ataque de Moscou a uma área residencial em Odessa, no sul da Ucrânia. Já Nova Kakhovka, na região de Kherson, ocupada pela Rússia, foi alvo de ofensivas com drones.