Rubio diz que acordo com Irã pode levar dias enquanto EUA lançam novos ataques

26 mai 2026 - 05h59
(atualizado às 06h01)

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ‌disse nesta terça-feira que a negociação de um acordo com o Irã pode "levar alguns dias", frustrando as esperanças de um fim iminente para o conflito, um dia depois que as forças dos EUA realizaram o que Washington chamou de ataques defensivos no sul do Irã.

Descrevendo os ataques contra alvos que ⁠incluíam barcos que tentavam colocar minas e locais de lançamento de mísseis, Rubio ‌disse que o Estreito de Ormuz precisa ser aberto "de um jeito ou de outro".

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"Os estreitos têm de estar abertos; de uma forma ou de ‌outra, eles vão estar abertos, por isso ‌precisam de estar abertos", disse Rubio aos repórteres a bordo do ⁠seu avião em Jaipur, na Índia.

Apesar de um cessar-fogo em vigor desde o início de abril, o comando central dos EUA disse em um comunicado na segunda-feira que havia realizado novos ataques destinados a "proteger nossas tropas das ameaças impostas pelas forças iranianas".

O Irã disse na segunda-feira que derrubou um drone furtivo "hostil" ‌usando um novo sistema de defesa aérea, informaram as agências de notícias iranianas, ‌sem dizer de onde ⁠veio.

Os ataques dos ⁠EUA ocorreram no momento em que o principal negociador do Irã e seu ministro das ⁠Relações Exteriores estavam em Doha para ‌conversar com o primeiro-ministro do ‌Catar sobre um possível acordo com os EUA para pôr fim à guerra de três meses, informou uma autoridade informada sobre a visita.

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Rubio disse a repórteres em Nova Delhi que os EUA dariam à ⁠diplomacia todas as chances de sucesso antes de considerar a possibilidade de negociar com o Irã de "outra forma".

Ele acrescentou que havia "algo bastante sólido sobre a mesa", referindo-se às negociações sobre a reabertura do estreito e uma "negociação muito real, significativa e limitada no tempo ‌sobre a questão nuclear".

Em uma longa publicação no Truth Social na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o ⁠Irã estavam indo "muito bem", mas alertou para a possibilidade de novos ataques caso elas fracassassem. "Será apenas um grande acordo para todos ou nenhum acordo", escreveu ele.

Em outra indicação das tensões da região, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira que Israel intensificaria os ataques contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, no Líbano.

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Logo em seguida, os militares israelenses disseram que estavam atacando a infraestrutura do Hezbollah no Vale de Bekaa, no leste do Líbano, e em outras áreas.

Israel e o Líbano chegaram a um acordo de cessar-fogo em meados de abril, mas Israel continuou realizando ataques aéreos que, segundo o país, são atos de autodefesa contra o Hezbollah, que não fazia parte da trégua.

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