Protesto em Madri contra acordo UE-Mercosul leva centenas de tratores às ruas

Premiê espanhol afirmou estar ciente das preocupações, mas elogiou pacto comercial

11 fev 2026 - 14h31
(atualizado às 14h41)

A Espanha foi palco nesta quarta-feira (11) de um protesto contra o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que reuniu centenas de tratores.

Convocado por diferentes sindicatos agrícolas locais, o ato levou ao menos 325 veículos a Madri
Convocado por diferentes sindicatos agrícolas locais, o ato levou ao menos 325 veículos a Madri
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Convocado por diferentes sindicatos agrícolas locais, o ato levou ao menos 325 veículos a Madri. De acordo com o governo espanhol, as máquinas partiram "sem incidentes" de 15 localidades diferentes do país.

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Após chegarem à Plaza de Colón, em Madri, os manifestantes caminharam até o Ministério da Agricultura, próximo à Plaza de Atocha, onde entregaram suas reivindicações às autoridades.

Cerca de 1,5 mil agricultores, segundo dados da Prefeitura de Madri, agitaram bandeiras da Espanha e denunciaram o impacto do acordo UE-Mercosul sobre os trabalhadores europeus.

A manifestação ocorreu sob um forte esquema de segurança, com mais de 1,8 mil agentes mobilizados, incluindo mil policiais e 800 integrantes da Guarda Civil, além da polícia local e de membros dos serviços de emergência.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, avaliou que a assinatura do pacto entre os blocos europeu e sul-americano foi uma "notícia extraordinária", pois criou "um quadro de previsibilidade, segurança e respeito por uma ordem que, infelizmente, está sendo unilateralmente quebrada por outros".

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O chefe de governo espanhol afirmou estar "ciente" das dúvidas e preocupações que os agricultores possam ter em relação à entrada de produtos do Mercosul na UE. No entanto, recordou as cláusulas de proteção aprovadas pelo Parlamento Europeu, que suspenderão a chegada de itens que possam prejudicar os agricultores locais.

Sánchez ainda apelou à UE para que "aprofunde o mercado interno" e "olhe para fora", especialmente para regiões que desejam "uma ordem internacional baseada em regras e não na lei do mais forte ou na lei da selva", em referência às tarifas impostas unilateralmente pelo governo americano, liderado por Donald Trump.

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