"O que aconteceu foi uma catástrofe: quase 75% da cidade de Toamasina foi destruída", disse o coronel Michaël Randrianirina, que assumiu o poder em outubro, a repórteres.
Rajadas de até 250 km/h varreram esta cidade portuária de cerca de 400 mil habitantes, onde outras quatro pessoas continuam desaparecidas e 36 ficaram feridas, segundo o Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Catástrofes (BNGRC).
Em um vídeo aéreo compartilhado por esse escritório, é possível ver telhados arrancados. As palmeiras da avenida da Independência, no centro da cidade, chegaram a dobrar.
"É um caos total, 90% dos telhados das casas voaram, total ou parcialmente", disse à AFP o responsável regional da ONG Ação contra a Fome, Rija Randrianarisoa.
"As estradas estão intransitáveis, por causa das árvores e dos telhados caídos. Os carros não conseguem circular", acrescentou.
Segundo as autoridades malgaxes, as ruas estão cobertas por centenas de árvores arrancadas pelo ciclone, que afetou mais de 250 mil pessoas.
A cidade foi atingida pelo olho do fenômeno.
O centro de observação de ciclones da ilha francesa de Reunião, no Índico, confirmou que Toamasina foi "atingida diretamente pela parte mais intensa" da tempestade.
Gezani atravessará o canal de Moçambique e poderá atingir, a partir da noite de sexta-feira, o sul desse país da África Meridional, já afetado no início do ano por importantes inundações.
Com AFP